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Câmera e cocaína: como foi a prisão de empresário homicida na praia

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Foram apreendidos junto com o empresário paulista Sérgio Nahas, de 61 anos, 13 pinos de cocaína, três celulares e um veículo Audi. Ele foi preso pela Polícia Militar da Bahia após ser reconhecido pelo sistema de monitoramento de câmeras, da Praia do Forte, litoral do estado nordestino, mais de 23 anos após ter matado a esposa, Fernanda Orfali.

O crime aconteceu em 2002 dentro de um apartamento no bairro de Higienópolis, na região central de São Paulo. Fernanda tinha 28 anos na época.

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Empresário teria matado a mulher após ela descobrir sobre uso de cocaína e relações com travestis

Sérgio Nahas, condenado a 8 anos e 2 meses de prisão por matar a esposa

Nahas foi submetido a audiência de custódia, no dia 19 de janeiro, dois dias após a detenção, e deverá cumprir a pena no sistema prisional paulista.

O paulista tinha a prisão determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A defesa já havia recorrido a todas as instâncias, após ser o empresário ter sido condenado pelo Tribunal do Júri, em 2018, mas teve a solicitação negada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), encerrando o caso. A condenação foi de 8 anos e 2 meses de prisão em regime inicial fechado.


Relembre o crime

  • Sérgio Nahas matou a esposa, Fernanda Orfali, de 28 anos, com um tiro no peito.
  • O homicídio ocorreu em setembro de 2002 no apartamento do casal, em um bairro nobre na região central de São Paulo.
  • A arma do crime, sem registro, pertencia ao empresário.
  • De acordo com a investigação, Fernanda teria descoberto que o marido era usuário de cocaína e a traía com travestis. Por isso teria cometido o crime.
  • Na época, o empresário contou que ouviu um disparo vindo do closet e que, ao chegar ao local, encontrou a mulher agonizando.
  • Ele alegou que a mulher tinha depressão e cometeu suicídio, mas foi acusado de homicídio doloso, com intenção de matar.

Empresário foi condenado a pena três vezes menor que a duração do processo

O Tribunal do Júri sobre o caso aconteceu apenas em 2018, 16 anos após o crime. Ele foi considerado culpado pela acusação de homicídio simples, sendo condenado a uma pena de sete anos de prisão em regime inicial semiaberto.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu, e a pena foi redimensionada para 8 anos e 2 meses de prisão em regime inicial fechado em segunda instância. A dosimetria foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo STF.

A pena à qual Nahas foi condenado é quase três vezes menor do que o tempo decorrido do processo – período que ele respondeu em liberdade.

O Metrópoles não localizou a defesa de Nahas até a publicação desta reportagem. O espaço está aberto.

Metrópoles

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