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Flávio Dino critica auxílios peru e panetone ao determinar suspensão de ‘penduricalhos’ no serviço público

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Segundo Dino, esses penduricalhos afrontam o decoro das funções públicas e são inconstitucionais. Liminar ainda passará por votação no plenário da Corte.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, suspendeu nesta quinta-feira (5) o pagamento dos “penduricalhos” no serviço público (federal, estadual e municipal). Em decisão, ele criticou benefícios como “auxílio-peru” e “auxílio-panetone”.

Segundo Dino, esses penduricalhos afrontam o decoro das funções públicas e são inconstitucionais.

“Há também os penduricalhos que recebem nomes que afrontam ainda mais o decoro das funções públicas, tais como ‘auxílio-peru’ ou ‘auxílio-panetone’. Ainda que se cuide de nomes aparentemente anedóticos, eles caem em conhecimento geral repetidamente nos últimos anos, configurando frontal violação à Constituição”, afirmou o ministro.

Para o ministro, as “verbas indenizatórias” devem ser pagas aos servidores de forma excepcional, apenas quando houver necessidade.

Porém, Dico destaca que algumas das indenizações pagas, têm natureza remuneratória e não podem ficar de fora do teto, que é o limite máximo que um servidor pode receber. Alguns desses benefícios estão provocando super-salários.

“O teto remuneratório não afasta o direito do servidor de receber parcelas indenizatórias destinadas a recompor os gastos por ele efetivados em razão do próprio serviço. Esses valores, entretanto, devem manter correspondência com o ônus financeiro suportado pelo servidor no desempenho de sua atividade funcional, sob pena de converterem-se em indevidos acréscimos de natureza remuneratória dissimulados de indenização”, afirma o ministro.

Na liminar, Dino também determina que o Congresso Nacional regule quais são as verbas indenizatórias realmente admissíveis em um prazo de 60 dias.

Suspensão dos penduricalhos ainda passará por votação no plenário da Corte.

Decisão ocorre após o Congresso aprovar reajustes nas carreiras de servidores do Legislativo, com ganhos que ultrapassam o teto constitucional, atualmente de R$ 46.366,19.

*Com informações CNN Brasil

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