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Presidente do TRE-PB explica que efeitos de afastamento do prefeito de Cabedelo na diplomação serão definidos

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Sede do TRE-PB, em João Pessoa. (foto: Alexandre Dias/ascom TRE-PB)
Em menos de dez anos, o munícipio que sedia o Porto da Paraíba, já passou por mais de três eleições suplementares com reiteradas cassações de prefeitos devido ao suposto envolvimento de gestores com organizações criminosas.

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) por meio de uma nota, obtida pelo ClickPB, nesta terça-feira (14), esclareceu sobre o possível afastamento ou não do recém eleito prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto. De acordo com o desembargador presidente do TRE-PB, Márcio Murilo da Cunha Ramos, o afastamento do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto, determinado no âmbito da Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (14), não foi determinado por integrante da Justiça Eleitoral.

“Eventual efeito desse afastamento na seara eleitoral, inclusive no tocante à sua diplomação, será oportunamente apreciado pela autoridade eleitoral competente, em processo judicial específico, quando provocada”, declarou o desembargador presidente do TRE-PB, Márcio Murilo da Cunha Ramos, por meio de nota obtida pelo ClickPB.

Em menos de dez anos, o munícipio que sedia o Porto da Paraíba, já passou por mais de três eleições suplementares com reiteradas cassações de prefeitos devido ao suposto envolvimento de gestores com organizações criminosas.

No último domingo (12), foi realizada a eleição suplementar em Cabedelo. Ao todo, 30.746 eleitores compareceram às urnas, de um total de mais de 53 mil eleitores aptos, uma abstenção de 42,33%, com ausência de 22.574 votantes. Já 2.140 eleitores anularam seu voto diante das urnas, representando 6,96% do total. Já outros 2.171 eleitores votaram em branco, representando 7,06%.

Conforme apurou o ClickPB, o resultado do pleito divulgado pelo TRE-PB demonstra que o número de abstenções, votos nulos e brancos superou o quantitativo de votos que elegeu o prefeito Edvaldo Neto, que conquistou o total de 16.180 votos (61,21%) contra 10.225 (38,79%) de Wallber Virgolino (PL).

CABEDELO SEM LEI

A longa história política da última década em Cabedelo traz sucessivas eleições suplementares, cassações e escândalos envolvendo gestores e o crime. Conforme levantamento do ClickPB, em 2013, o então prefeito Luceninha teria renunciado para Leto Viana assumir, mas foi cassado na Operação Cheque-Mate. Em outubro de 2018, o ex-prefeito Leto Viana, ainda preso e afastado do cargo público, renunciou ao seu mandato. Em março de 2019, Vitor Hugo foi confirmado como prefeito de Cabedelo após eleição suplementar, exerceu o mandato, mas foi cassado também. Em 2024, ocorreu outra eleição suplementar com a vitória de André Coutinho, também cassado e, em 2026, a nova eleição suplementar, que deu a Edvaldo Neto o maior quantitativo de votos, também afastado diante a Operação da Polícia Federal, nesta terça-feira (14).

Confira a nota do TRE-PB na íntegra:

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) vem a público esclarecer que o afastamento do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto, determinado no âmbito da Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (14), não foi determinado por integrante da Justiça Eleitoral. Portanto, eventual efeito desse afastamento na seara eleitoral, inclusive no tocante à sua diplomação, será oportunamente apreciado pela autoridade eleitoral competente, em processo judicial específico, quando provocada.

Des. Márcio Murilo da Cunha Ramos
Presidente do TRE-PB

Fonte: ClickPB

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