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Reportagem do Fantástico revela áudios de investigador preso por tráfico de drogas: ‘A polícia paga merreca’

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O programa Fantástico, da TV Globo, exibiu na noite domingo (7) uma reportagem sobre a Operação Perfidus, que prendeu um delegado e dois investigadores da Polícia Civil da Paraíba por envolvimento com o tráfico de drogas no dia 2 de junho. Áudios do investigador Everton Aires, conhecido como Bomba, mostra que eles tratavam o comércio ilegal como um negócio.

“É o mesmo que você estar vendendo qualquer outra coisa. Só que, em vez de você estar vendendo relógio, você está vendendo droga”.

Em um dos áudios, o investigador afirma que o salário policial não é suficiente para se sustentar.

“O cara que mais vende aqui sou eu. Se for para me sustentar só com o salário da polícia, não dá, não”, disse Bomba em um áudio.

Em outra gravação, Everton diz que atua com anabolizantes há quase 20 anos.

“Eu trago tanto hormônio como suplemento desde 2007. Os ‘anabols’ [anabolizantes] deixam para mim mais do que o meu salário do Estado. A polícia paga uma merreca”, afirmou Bomba em um dos áudios.

A investigação aponta que Everton recebeu mais de R$ 4 milhões em suas contas nos últimos cinco anos. O valor é incompatível com o salário de aproximadamente R$ 8.500.

O dinheiro a mais teria sido obtido com a revenda de cocaína, crack e skunk apreendidos em operações policiais.

Outros presos na Operação Perfidus

Além de Everton aires, também foram presos durante a investigação o delegado Braz Morroni e o investigador Eduardo Jorge, o Mão Branca.

A investigação teve início após um traficante acusar os policias de roubarem uma carga de drogas em maio de 2025. A apuração constatou que os entorpecentes apreendidos não eram levados para delegacia na totalidade, mas revendidos.

Everton Aires, Eduardo Jorge e Braz Morroni — Foto: Reprodução/TV Globo

O esquema também envolvia anunciar aos criminosos sobre operações policiais com antecedência para que eles pudessem fugir.

ClickPB

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