Equipes de resgate seguem em busca de milhares de desaparecidos sob escombros causados por dois terremotos.
Os terremotos que atingiram a Venezuela completam uma semana nesta quarta-feira (1º), enquanto equipes de resgate seguem em busca de milhares de desaparecidos. O número de mortes já ultrapassa 1.900, segundo o governo venezuelano, e os danos foram estimados em US$ 6,7 bilhões (cerca de R$ 34,5 bilhões).
A ONU (Organização das Nações Unidas) afirma que mais de 50 mil pessoas seguem desaparecidas e 1,8 milhão, incluindo 680 mil crianças, estão precisando de assistência humanitária após a tragédia.
Entre as preocupações da organização estão a escassez de alimentos e o risco de surtos de doenças. Com hospitais danificados e profissionais de saúde sobrecarregados pelo número de feridos, a disseminação de enfermidades infecciosas tende a aumentar.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) alerta que os venezuelanos deslocados, sem acesso a banheiros, chuveiros e alimentação adequada, estão mais vulneráveis a surtos de doenças evitáveis, como sarampo, dengue, febre amarela e malária.
“As avaliações revelam uma prestação de serviços caótica e um fluxo de pacientes marcado pela superlotação, aumento das filas para cirurgias e colapso das medidas de biossegurança”, afirmou Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, em uma entrevista coletiva em Genebra.
Já o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) revelou em uma avaliação preliminar que os danos físicos diretos causados pelos terremotos foram estimados em US$ 6,7 bilhões, o equivalente a cerca de 6% do PIB (Produto Interno Bruto) da Venezuela.
A análise considera perdas em habitação e ativos econômicos, mas não inclui danos à infraestrutura, disrupções econômicas e custos de reconstrução de longo prazo. De acordo com a agência, o impacto total pode ser calculado como 1,5 a 3 vezes o dano direto, ou seja, até US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 103 bilhões).
Terremotos na Venezuela
Durante a noite da última quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a Venezuela, derrubando prédios e destruindo a capital do país e arredores. O primeiro sismo teve magnitude 7,2. Já o segundo, que ocorreu apenas 39 segundos depois, registrou magnitude 7,5.
Os tremores foram considerados os mais fortes no país em mais de cem anos e puderam ser sentidos em regiões do Norte do Brasil. Desde então, forças humanitárias de todo o mundo se uniram em missões de resgate para encontrar sobreviventes.
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