No programa do Noblat, a bancada analisou o uso polêmico do vídeo gerado por inteligência artificial com a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro na abertura da convenção nacional do PL.
A transmissão da deepfake para saudar o público e abençoar a candidatura do filho Flávio Bolsonaro configurou dupla e escancarada ilegalidade: violou a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbe expressamente conteúdos sintéticos manipulados para favorecer ou prejudicar candidaturas e atropelou a ordem de prisão domiciliar do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe expressamente o ex-presidente de se manifestar sobre temas políticos, de forma direta ou indireta.
A tentativa de defesa de Flávio – que apelou a comparações esdrúxulas com máscaras de papel de Lula e slogans antigos do PT – foi classificada pela bancada como um malabarismo jurídico sem qualquer sustentação.
Além do risco iminente de sanções severas, o tiro do PL acabou sendo um desastre de inteligência política. Ao optar pelo espetáculo ilegal e pelo palco concedido a Javier Milei, a própria cúpula do partido eclipsou o candidato Flávio, reduzindo a convenção oficial a um show de ilegalidades e apagando qualquer debate sobre propostas de governo.
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