O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (23), autorizações para tornar públicos seus dados bancários e telefônicos. Ao liberar as informações, ele cobrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também divulgue os gastos do cartão corporativo da Presidência e os registros de visitas ao gabinete presidencial.
A iniciativa ocorre um dia após a campanha de Lula entregar ao TSE documentos que autorizam a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente. A equipe do petista também apresentou um requerimento para que a Justiça Eleitoral intermedie o procedimento.
Na quarta-feira (21), Flávio já havia respondido ao pedido de Lula para que os candidatos abrissem seus sigilos financeiros e telefônicos. Na ocasião, o senador estabeleceu condições para divulgar os dados.
O vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, decidiu que os próprios candidatos podem autorizar a divulgação de suas informações, sem a necessidade de autorização prévia da Justiça Eleitoral. Segundo o magistrado, os sigilos bancário, fiscal e telefônico são garantias destinadas à proteção dos titulares, que podem optar por abrir mão delas.
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