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População de Cabaceiras comemora chegada das águas do rio Taperoá

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A manhã desta quinta-feira(5) foi de muita expectativa para os moradores da cidade de Cabaceiras, localizada no Cariri paraibano. Após a notícia de que às 8h a água da chuva voltava a escorrer pelo curso do Rio Taperoá na altura do distrito de Ribeira, dezenas de pessoas foram até a ponte que dá acesso ao município para testemunhar a invasão da água que tem como destino o açude de Boqueirão. E a espera não foi em vão. Após três meses de estiagem, às 12h30 a água voltou a preencher as margens do rio renovando a esperança de quem convive com a estiagem.

Até o início do espetáculo das águas, a ansiedade era grande entre as pessoas que passaram toda a manhã aguardando o início do preenchimento do rio. O aposentado Ezequiel Silveira, 64 anos, foi um dos primeiros que chegou ao local. Informado de que a água já tinha passado pelo distrito de Ribeira e pelas áreas rurais de Poço Cumprido e Trincheira, ele afirmou que como não assistiu a chegada da água no mês de novembro do ano passado, última vez que o rio foi preenchido, não queria perder essa oportunidade.

“Eu cheguei logo cedo, antes de 9h. Em novembro, ninguém esperava que fosse chover para o rio receber água. Por conta que a chuva foi pouca, logo secou e desde então estamos na esperança de receber mais água. Eu já vi quando a água chega aqui em Cabeceiras, e é um espetáculo muito bonito. Você vê de longe a água vindo, carregando tudo, passando com força. A água quando passa por debaixo dessa ponte renova a esperando de todo nós, porque (o açude) Boqueirão está cada vez com o nível mais baixo”, disse o aposentado.
E após longa espera, eis que a água chegou para encher os olhos de quem a esperava ver passando sobre a ponte, e também dos animais que criados à margem ribeirinha há meses não podiam bebê¬ la diretamente do rio. Para Margarete Farias, que testemunhou o enchimento do rio pela primeira vez, não havia alegria maior do que presenciar aquele momento. Segundo ela, que também trouxe a neta para assistir a passagem da água pela cidade, esse momento ficará guardado para sempre em sua memória.

“É a primeira vez que eu venho ver a água tomando conta dessa terra. É uma alegria muito grande ver isso. Testemunhar a cheia do Rio Taperoá é muito importante para nós que moramos em Cabaceiras, porque aqui essa água é vital para quase todo mundo. Muita gente a usa para irrigar sua plantação, dar de beber para o gado, e ver o rio cheio assim dá muita esperança de que daqui pra frente vamos ter mais água e o volume de Boqueirão vai aumentar”, disse.

As chuvas que ocorreram ao longo dessa semana nas regiões do Cariri e do Sertão, e que possibilitaram o aumento do nível dos rios Taperoá e Paraíba, foram apontadas pelo presidente da Aesa, João Fernandes, como momentos importantes pela longa estiagem que o estado vem passando. Apesar disso, ele apontou que para as águas chegarem aos reservatórios e elevarem o nível dos principais açudes do Estado, ainda levará um certo tempo.

Veja onde choveu na Paraíba nas últimas 24 horas

Veja a intensidade das chuvas no território paraibano nas últimas 24 horas, de acordo com os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas – AESA.

 

Município / Posto

1

2

3

4

5

Total

Agua Branca

0,0

0,0

0,0

6,8

11,4

18,2

Alagoa Nova

3,0

0,0

0,7

0,0

—

3,7

Algodão de Jandaíra

1,0

0,0

0,8

—

—

1,8

Alhandra

1,4

0,0

—

—

—

1,4

Aparecida

—

—

23,8

—

—

23,8

Araçagi

0,0

0,0

5,2

—

—

5,2

Areia de Baraúnas

—

—

—

13,0

—

13,0

Belém do Brejo do Cruz

—

—

—

—

25,9

25,9

Bernardino Batista

—

—

—

—

26,9

26,9

Boa Ventura

—

—

—

9,3

—

9,3

Bom Jesus

—

—

—

—

24,0

24,0

Bom Sucesso

0,0

0,0

0,0

7,9

55,6

63,5

Bonito de Santa Fé

—

—

—

—

20,0

20,0

Borborema

3,4

—

—

—

—

3,4

Brejo do Cruz

0,0

0,0

5,2

0,0

66,0

71,2

Brejo dos Santos

—

—

—

—

54,0

54,0

Cabedelo/EMATER

0,0

0,0

0,1

—

—

0,1

Cachoeira dos Índios

—

—

7,7

—

15,1

22,8

Cacimba de Dentro

0,0

0,0

0,0

12,4

—

12,4

Cajazeiras

0,0

0,0

1,5

0,0

38,6

40,1

Cajazeiras/Aç. Lagoa do Arroz

0,0

0,0

0,0

0,0

27,3

27,3

Cajazeirinhas

0,0

0,0

1,0

3,5

33,0

37,5

Camalaú

—

—

—

—

23,0

23,0

Campina Grande/EMBRAPA

0,0

0,0

0,0

—

—

0,0

Capim

0,0

0,0

—

—

—

0,0

Carrapateira

—

—

—

—

37,0

37,0

Catolé do Rocha

—

—

—

—

29,0

29,0

Catolé do Rocha/Escola Técnica

0,0

0,0

0,0

0,0

35,5

35,5

Congo

0,0

0,0

0,0

0,0

50,7

50,7

Coremas/Aç. Coremas

—

—

—

—

51,7

51,7

Coxixola

—

—

—

10,0

—

10,0

Cruz do Espírito Santo

0,0

0,0

—

—

—

0,0

Desterro

0,0

0,0

0,0

0,0

35,0

35,0

Diamante

—

—

—

2,0

—

2,0

Emas

—

—

1,5

—

—

1,5

Frei Martinho

—

—

—

10,0

—

10,0

Gado Bravo

—

—

24,8

—

—

24,8

Ibiara

—

—

—

5,0

—

5,0

Igaracy

—

—

—

—

59,4

59,4

Imaculada

0,0

0,0

0,0

0,0

11,2

11,2

Itaporanga

—

—

—

—

15,8

15,8

Jericó

0,0

0,0

0,0

0,0

60,0

60,0

João Pessoa/DFAARA

0,0

0,0

—

—

—

0,0

Juru

0,0

0,0

3,3

8,1

—

11,4

Lagoa

0,0

0,0

3,2

0,0

33,0

36,2

Lastro

—

—

2,6

2,4

—

5,0

Malta

0,0

0,0

0,0

4,2

34,5

38,7

Mamanguape

0,0

0,0

—

—

—

0,0

Manaíra

0,0

0,0

54,2

0,0

4,3

58,5

Mari

0,2

0,0

—

—

—

0,2

Marizópolis

0,0

0,0

0,0

0,0

58,6

58,6

Mataraca

0,0

0,0

—

—

—

0,0

Mato Grosso

0,0

0,0

0,6

0,0

—

0,6

Monte Horebe

—

—

—

—

31,2

31,2

Nazarezinho

—

—

2,1

—

—

2,1

Nova Palmeira

—

—

—

—

9,6

9,6

Olho D’Água

—

—

3,0

—

16,6

19,6

Olivedos

—

—

22,4

—

—

22,4

Ouro Velho

—

—

—

—

6,0

6,0

Parari

0,0

—

0,0

27,9

—

27,9

Passagem

—

—

—

56,7

—

56,7

Patos/EMBRAPA

—

—

83,0

32,2

39,6

154,8

Paulista

0,0

0,0

22,0

—

46,0

68,0

Pedra Branca

—

—

—

2,9

—

2,9

Pilões

1,0

0,0

0,8

—

—

1,8

Pombal

0,0

0,0

6,1

—

48,7

54,8

Poço Dantas

—

—

—

—

20,0

20,0

Poço de José de Moura

0,0

0,0

36,0

0,0

31,5

67,5

Puxinanã

0,0

0,0

0,0

0,0

—

0,0

Riacho dos Cavalos/Jenipapeiro dos Carreiros

0,0

0,0

0,0

0,0

27,0

27,0

Rio Tinto

0,0

0,0

—

—

—

0,0

Salgadinho

—

—

—

12,0

82,0

94,0

Santa Cruz

0,0

0,0

0,0

0,0

37,8

37,8

Santa Helena

0,0

0,0

22,0

16,0

39,6

77,6

Santa Luzia

—

—

—

2,8

46,0

48,8

Santa Teresinha

0,0

0,0

0,0

19,7

26,2

45,9

Santana de Mangueira

—

—

—

12,0

—

12,0

Sapé

0,0

0,2

1,0

—

—

1,2

Serra Branca

—

—

—

—

16,0

16,0

Serra Grande

—

—

5,0

—

—

5,0

Soledade

—

—

0,5

—

—

0,5

Sousa

0,0

0,0

4,5

—

—

4,5

Sousa/São Gonçalo

0,0

0,0

0,4

0,0

108,9

109,3

Sumé

—

—

—

11,9

18,0

29,9

São Bentinho

—

—

—

10,0

34,3

44,3

São Bento

0,0

0,0

22,0

—

65,0

87,0

São Francisco

—

—

18,0

—

—

18,0

São José da Lagoa Tapada

—

—

4,3

—

—

4,3

São José de Caiana

—

—

—

—

42,3

42,3

São José de Piranhas

—

—

—

—

12,7

12,7

São José do Bonfim

—

—

3,0

—

—

3,0

São José do Brejo do Cruz

0,0

0,0

2,0

—

—

2,0

São José do Sabugi

—

—

—

—

0,8

0,8

São José dos Cordeiros

0,0

0,0

0,0

77,3

156,1

233,4

São Mamede

—

—

2,0

—

19,4

21,4

Tavares

0,0

0,0

0,0

37,4

0,2

37,6

Triunfo

0,0

0,0

3,8

—

—

3,8

Uiraúna

0,0

0,0

0,0

—

20,0

20,0

Vieirópolis

—

—

29,3

—

—

29,3

Vista Serrana/Desterro de Malta

—

—

22,0

—

24,0

46,0

Zabelê

—

—

—

—

12,7

12,7

 

Fonte: Da Redação ParaíbaOnline/Cariri Ligado

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