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Ruínas da antiga Vila do Cajá emergem com a seca em Acauã: Casas, escola, praça e cemitério

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Residências, escolas, igreja, pracinha e até o cemitério da antiga Vila do Cajá que foram totalmente submersos pelas águas de Acauã há anos, voltaram à tona com a seca que assola toda região. Toda área antes completamente inundada pelo leito do rio Paraibinha, afluente do rio principal, o Paraíba, que se transformou em braço do grande lago formado pela barragem, agora está totalmente descoberta de modo que os moradores atravessam de um lado para o outro a pé ou conduzindo veículos. O rio divide os municípios de Itatuba e Aroeiras.

Antigos moradores que vivem em outros estados como Rio de Janeiro e São Paulo, quando retornam de férias para o sítio Cajá, gostam de ficar horas passeando pelas ruínas da antiga vila, relembrando os tempos antigos. Outros aproveitam para retirar o material como tijolos e telhas para serem reutilizados.

Embora seja possível curtir o saudosismo, os moradores ribeirinhos falam do grande prejuízo e a vida difícil com a seca prolongada. A maioria deles pescadores e agricultores como os moradores da localidade Morro dos Macacos do lado itatubense, que não precisaram se mudar quando da formação do lago, mas que hoje sofrem com a estiagem.

Para aliviar a situação da falta d’água os moradores limparam uma antiga cisterna existente nas ruínas da casa que foi do Sr. Biu Taurino e a prefeitura de Itatuba abastece constantemente com carro-pipa, de onde a comunidade se serve para uso e criação de animais.

Caso o período chuvoso não venha com intensidade suficiente, as esperanças se voltam para as águas da transposição do Rio São Francisco que estão a caminho de Boqueirão e posteriormente Acauã.

Que Deus mande chuva !

 Confira no vídeo abaixo, embora o áudio tenha sido prejudicado pela ventania.

 

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