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MORTES DE CARIATÁ: Apesar das evidências, advogado da mulher presa nega autoria dos envenenamentos

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Uma mulher de 44 anos foi presa na cidade de Itabaiana, no Agreste da Paraíba, suspeita de matar quatro pessoas envenenadas. Segundo a Polícia Civil, ela matou com um veneno conhecido por “chumbinho” duas crianças – de seis e de nove anos -, uma adolescente de 12 anos e uma jovem de 20 anos. Todas as vítimas tinham vínculo de amizade ou familiar com a suspeita e foram mortas entre dezembro de 2016 e fevereiro deste ano.Após um trabalho de investigação da polícia, a mulher foi apresentada na tarde desta terça-feira (11), na Central de Polícia de Campina Grande. A agricultora Vânia Maria da Silva é moradora do Sítio Cariatá, em Itabaiana. O advogado dela negou a autoria do crime, afirmando que “há evidências, mas não há provas concretas para incriminá-la”.

Segundo o delegado Felipe Castelar, Vânia colocou o veneno em alimentos. Ela era madrinha de uma das vítimas, a adolescente de 12 anos, e amiga das famílias das crianças de seis – que foi envenenada no dia do próprio aniversário – e de nove anos.De acordo com a Polícia Civil, todas as vítimas foram mortas da mesma maneira e tiveram contato com a agricultora antes do crime. As quatro vítimas apresentaram sintomas de cegueira, náuseas, vômitos e dificuldade de respiração e equilíbrio, entre outros.

“Pessoas ouvidas pela Polícia Civil relataram que a senhora Vânia Maria da Silva esteve nos locais onde as pessoas ingeriram os alimentos envenenados. Em alguns casos, ofereceu o alimento”, explicou o delegado, que estava acompanhado de Raquel Azevedo, chefe do Núcleo de Laboratório Forense.O Instituto de Polícia Científica (IPC) apresentou os laudos que confirmam que foi utilizado chumbinho em todos os assassinatos.

Leia mais no G1.

 

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