Home Politica Lucas Ribeiro descarta intervenção do Estado em Cabedelo: “fora de pauta”

Lucas Ribeiro descarta intervenção do Estado em Cabedelo: “fora de pauta”

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O governador da Paraíba Lucas Ribeiro descartou uma suposta intervenção no município de Cabedelo após sucessivos afastamentos e cassações de prefeitos. A proposta foi levantada pelo deputado estadual João Gonçalves, na última terça-feira (14), em sessão na Assembleia Legislativa da Paraíba.

Como trouxe o ClickPB, o atual prefeito Edvaldo Neto, eleito em Eleição Suplementar no último domingo (12), foi afastado por decisão judicial com a deflagração da Operação Cítrico, que investiga esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos para financiar facção em Cabedelo. O atual presidente da Câmara, José Pereira, assumiu o cargo pelo tempo em que perdurar o afastamento.

“Essa é uma decisão que deve ser tomada em conjunto com os poderes, inclusive com o Ministério Público, Tribunal de Justiça… Isso não está em pauta, não está em discussão na mesa, eu vi as pessoas ventilando essa possibilidade. A gente sabe da gravidade e espera e conta com a apuração dos fatos. De nossa parte vamos continuar combatendo o crime na Paraíba”, destacou em entrevista ao programa Arapuan Verdade, como acompanhou o ClickPB.

Lucas ainda destacou que Cabedelo é destino de muitas obras e investimentos do Governo, reforçando as políticas de desenvolvimento no município “e fortalecendo também o nosso trabalho em Cabedelo com uma série de obras e entregas, a exemplo da Ponte do Futuro. Continuamos com o forte trabalho também por lá”, disse como acompanhou o ClickPB.

INTERVENÇÃO

A possibilidade de um decreto interventivo é previsto na Constituição Estadual em situações específicas, a exemplo de práticas de corrupção ou improbidade administrativa, e precisaria ser submetido à apreciação da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Conforme a Constituição Estadual, a intervenção também pode ser provocada pela Câmara Municipal ou por órgãos de controle, a exemplo do Tribunal de Contas, cenário que seria conduzido pelo chefe do Executivo estadual.

NOVAS ELEIÇÕES

De acordo com o jurista e especialista em Direito Eleitoral PHD. Ricardo Sérvulo, em entrevista ao ClickPB, a probabilidade de uma nova eleição, caso permaneça o afastamento, é uma possibilidade assegurada na jurisprudência eleitoral e, com mais chances de ser efetivada. Esse cenário colocaria o município na quarta eleição suplementar em menos de 10 anos.

OPOSIÇÃO

Conforme acompanhou o ClickPB, três Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) foram acionadas na Justiça Eleitoral para pedir a suspensão da diplomação de Edvaldo, prevista para o próximo dia 25 de maio, na Fortaleza de Santa Catarina, em Cabedelo. A cerimônia deve ser realizada às 17h, conforme informações do TRE-PB.

TERCEIRA ELEIÇÃO SUPLEMENTAR

No último domingo (12), foi realizada a eleição suplementar em Cabedelo. Ao todo, 30.746 eleitores compareceram às urnas, de um total de mais de 53 mil eleitores aptos, uma abstenção de 42,33%, com ausência de 22.574 votantes. Já 2.140 eleitores anularam seu voto diante das urnas, representando 6,96% do total. Já outros 2.171 eleitores votaram em branco, representando 7,06%. Conforme apurou o ClickPB, o resultado do pleito divulgado pelo TRE-PB demonstra que o número de abstenções, votos nulos e brancos superou o quantitativo de votos que elegeu o prefeito Edvaldo Neto, que conquistou o total de 16.180 votos (61,21%) contra 10.225 (38,79%) de Wallber Virgolino (PL).

CABEDELO SEM LEI

A longa história política da última década em Cabedelo traz sucessivas eleições suplementares, cassações e escândalos envolvendo gestores e o crime. Conforme levantamento do ClickPB, em 2013, o então prefeito Luceninha teria renunciado para Leto Viana assumir, mas foi cassado na Operação Cheque-Mate. Em outubro de 2018, o ex-prefeito Leto Viana, ainda preso e afastado do cargo público, renunciou ao seu mandato. Em março de 2019, Vitor Hugo foi confirmado como prefeito de Cabedelo após eleição suplementar, exerceu o mandato, mas foi cassado também. Em 2024, ocorreu outra eleição suplementar com a vitória de André Coutinho, também cassado e, em 2026, a nova eleição suplementar, que deu a Edvaldo Neto o maior quantitativo de votos, também afastado diante a Operação da Polícia Federal, nesta terça-feira (14).

ClickPB

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