Coluna de Rocha: A dinâmica da leitura.

Na coluna de Rocha, Elvis nos fala a respeito da impotância da leitura que além de nos proporcionar conhecimento ajuda na grafia correta e vocabulário.

Pare um pouco,  recomendamos a leitura.

Muito interessante.

 

A DINÂMICA DA LEITURA

 

O ato de ler, principalmente em público e em voz alta, requer alguns macetes simples para que o orador, ao mesmo tempo se entenda e faça-se entender. Um belo discurso lido tropegamente, é como um apetitoso bolo de noiva recheado com jiló e confeitado com creme de boldo, ao passo que, um discurso simples, até mal escrito, se for bem lido, será agradavelmente saboreado e digerido pelo público ouvinte. Ler é como caminhar: As palavras são nossos passos e as frases, as ruas por onde seguimos. Ao andarmos, nós não pensamos apenas no passo seguinte que daremos; ao descermos de uma calçada, já temos calculados distância, velocidade e impulso necessários para subirmos na outra, lá na frente, sem termos que parar para fazermos todo esse planejamento. Se aplicarmos isto ao ato de ler, lendo mentalmente algumas palavras antes de verbalizá-las – dizê-las – respeitando vírgulas, pontuação e acentuação, passaremos tranquilamente pela cidade das letras. Do contrário, seguiremos capengando, com dificuldades, quase rastejando ou de forma estabanada, sofrendo ou causando graves acidentes gramaticais e assim, assassinando a nossa belíssima língua portuguesa.

TEXTO E CONTEXTO

Certa vez, aos nove anos, quando fazia uma leitura na igreja, tentando ser bem veloz, troquei “jeito” por “peito”, me referindo à Maria. Envergonhadíssimo, me desculpei, reli todo o versículo e continuei com toda atenção do mundo para, à partir disso também, descobrir que, basta uma vírgula não respeitada ou colocada fora do lugar, para mudar completamente o sentido do que se deseja expressar.

Geralmente, os textos tratam de assuntos parecidos, as palavras mudam de lugar, tornam-se sinônimos, mas estão ali, sempre ali, disfarçadamente repetidas, para que se possa dizer, de mil maneiras diferentes, a mesma coisa. A isto chamamos CONTEXTO, aquilo que engloba o sentido de todo pensamento que pretendemos transmitir àqueles que nos escutam.

A diversidade de grafias na língua portuguesa causa muita confusão no uso correto das palavras, mas algumas são básicas e confundidas apenas, por falta de atenção. É comum vermos as pessoas usando “mais” (de adição), querendo dizer “mas”, como “porém, embora, todavia…”. Como existem pessoas que mudam o gênero de “menos” e dizem “menas” coisas, etc. Nesse caso basta lembrar que a palavra “menas” não existe, ponto!

Ninguém vai conseguir ser bom em nada na vida, se não praticar regularmente aquilo em deseja ser bom, e isso inclui os atos de ler e de escrever. Também não adianta querermos ler e/ou escrever sobre coisas que não nos interessam. Todas as pessoas têm curiosidades sobre alguns assuntos específicos e devem se concentrar neles, para exercitarem esses hábitos, gostarem deles e se interessarem por outros, correlacionados.

Somente a informação, a leitura constante, as quais funcionam como lupas, nos permitem enxergar com mais nitidez, mais realidade e mais verdade, o mundo, a vida e a nós mesmos. O contrário disso é aquela visão turva de um mundão de coisas que não sabemos o que são, como funcionam e pra quê servem.

Pra concluir, vamos finalizar com um exemplinho rápido, mas muito pertinente a tudo que já foi dito: Uma menina de nove anos, moradora de uma ilha na Indonésia, onde ocorreu o tsunami que matou cerca de 300 mil pessoas, lendo, soube que quando o mar se retrai demais, deixando à mostra a lama e areia do seu fundo, poderia significar a ocorrência de um terremoto de grande magnitude em alto mar e que eram grandes as chances de ocorrer um maremoto, em seguida. Ao perceber tal fato, ela correu pela ilha, feito uma louca, tentando convencer a todos de que a tragédia era iminente. Quando o mar retornou em forma de gigantescas ondas e começou a invadir a ilha, moradores e turistas, já avisados por ela, já tinham tido tempo e correram para lugares mais altos e assim, mais de 20 mil pessoas foram salvas pelo conhecimento, enquanto 300 mil morriam em conseqüência da ignorância no continente.

Portanto, ler e escrever não serve apenas para que nos expressemos de maneira mais agradável. Entre outras coisas, serve também para vivermos de forma mais segura e consciente nos julgamentos que fazemos das pessoas e seus atos, na escolha das nossas amizades, no conhecimento e na luta por nossos direitos, na pesquisa sobre a vida de quem devemos escolher para nos representar politicamente… Não podemos nos deixar convencer pelos gritos de um afirmando que o outro não presta (porque isto não nos garante que  quem acusa valha alguma coisa) e sim, pelas verdades ditas serenamente sobre as virtudes daquele que almeja merecer a nossa confiança: Um bom histórico de competência, coerência e honestidade ajuda MUITO nisso…

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