Com mais um registro de lançamento de esgoto nas praias de João Pessoa, a promotora Cláudia Cabral, que está à frente da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Social da Capital, avaliou o vazamento de resíduos no mar como “um problema que ninguém aguenta mais”.
Em entrevista ao Programa Hora H, da Rádio POP FM de João Pessoa e Rede Mais Rádios, Cláudia garantiu que a reunião do Ministério Público da Paraíba com representantes da Prefeitura de João Pessoa e do Governo do Estado, na próxima quinta-feira (8), vai deliberar um posicionamento em relação as irregularidades.
“Nós estamos aqui para isso, para como órgão fiscalizador, como órgão de proteção ambiental, de proteção da saúde pública, de proteção da vida marinha, da nossa Orla, da nossa qualidade de vida, buscar uma solução para esse problema que ninguém já aguenta mais”, disse a promotora.
“Então, quinta-feira, o Ministério Público vai sair da reunião com uma posição para, enfim, ter uma solução voltada tanto para a Prefeitura [de João Pessoa], quanto ao Governo do Estado em relação às praias”, complementou Cláudia.
Além desse novo caso, o MP investiga, na área criminal, por meio de um inquérito civil, a responsabilidade de estabelecimentos da Orla da capital no lançamento de esgoto no mar.
Dessa vez, os peritos do órgão estão realizando novamente uma perícia para identificar a dinâmica da contaminação da água.
Reunião entre o MP, Prefeitura de João Pessoa e Governo do Estado
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) vai reunir, na manhã desta quinta-feira (8), representantes da Prefeitura de João Pessoa, da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) para tratar sobre o vazamento de esgoto identificado nas praias de Tambaú, Manaíra e Bessa nos últimos dias.
A reunião será conduzida pelo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, e pela promotora de Justiça Cláudia Cabral. O objetivo é esclarecer as causas da agressão ambiental, identificar responsabilidades e definir medidas para solucionar o problema de forma definitiva.
O MP revelou que, assim que tomou conhecimento da situação, acionou os presidentes da Cagepa e da Sudema, além do secretário municipal de Meio Ambiente, para cobrar providências imediatas.
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