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A família da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em 2018, é contra a federalização das investigações do caso e enviou uma carta a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Procuradoria Geral da República (PGR) avalia que a federalização seria um “remédio processual”. O STJ pode tomar uma decisão sobre o caso ainda neste ano.
Para a família de Marielle, porém, a apuração é “bem conduzida” atualmente e deve permanecer sob responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público do estado.

“Nós, familiares da vereadora Marielle Franco, assassinada no dia 14 de março de 2018, reafirmamos, por meio desta carta, o nosso desejo de que as investigações sobre esse crime brutal não sejam federalizadas e que permaneçam sob a responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro”, diz um trecho da carta.

O documento é assinado por cinco familiares de Marielle, entre os quais Monica Benício (viúva) e Aniele dos Reis (irmã). A carta foi entregue pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) à relatora do caso, ministra Laurita Vaz.

Conforme o G1, o STJ avalia criar uma força-tarefa composta por policiais estaduais do Rio de Janeiro e policiais federais para investigar as mortes de Marielle e do motorista Anderson Gomes.

A TV Globo apurou que a conversa com o deputado sensibilizou a relatora. Antes, havia uma tendência maior a federalizar o processo. Por isso, o gabinete estuda uma via alternativa, que contemplaria as linhas investigativas tanto das autoridades estaduais quanto das autoridades federais.

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