Em 2024, ocorreram ao menos 12 episódios – dois dos quais na última semana, na mesma parte do corpo –, com a menina mordida nas mãos, nos braços e nas costas. Uma das marcas, inclusive, sobrepôs-se a outra, o que deixou evidentes as lesões da criança.
A segunda mordida desta semana ocorreu na quarta-feira (16/10) e foi a “gota d’água” para a mãe. Ela contou que, ao buscar a filha na creche, encontrou-a de casaco, algo que considerou incomum. Em casa, a menina se queixou de calor e tirou o agasalho. Então, a mãe viu o hematoma e procurou a 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).
Até então, a responsável pela aluna estava em contato apenas com a escola, que informava se tratar de uma situação “comum”. “A creche dizia ser normal da fase de desenvolvimento das crianças. Entendo uma, duas e até três mordidas. Mas essa frequência em apenas uma semana é demais”, criticou.
“Minha filha é uma criança doce, gentil, comunicativa e que gosta de interagir com os colegas. A escola às vezes dizia que [morder] faz parte do desenvolvimento; que era disputa por brinquedo; ou que algum coleguinha sentiu ciúme dos cuidados de alguma monitora específica ou da professora. Mas já não sei mais”, desabafou a mãe.
Apuração do caso
Por meio de nota, a A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informou que a creche é uma instituição parceira da pasta e presta serviço ao Governo do Distrito Federal (GDF) por meio de termo de colaboração.
A SEEDF acrescentou que não identificou qualquer registro junto à Ouvidoria do GDF sobre o ocorrido e que a situação também não foi comunicada oficialmente à Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Plano Piloto.
“O caso será encaminhado à Comissão de Monitoramento e Avaliação das Parcerias (CMap), bem como apurado pela corregedoria. […] A SEEDF repudia qualquer forma de violência e reforça o compromisso com um ambiente seguro e acolhedor para todos os estudantes”, completou a secretaria.
O Metrópoles entrou em contato com a creche Casa do Candango para pedir posicionamento sobre o caso e aguarda resposta.
Metrópoles