Milícia xiita busca retaliação pela morte do líder supremo iraniano aiatolá Ali Khamenei.
Após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques coordenados que mataram o líder supremo iraniano aiatolá Ali Khamenei, o grupo terrorista Hezbollah entrou para o conflito com o objetivo de proteger e lutar pelo seu maior financiador, o Irã.
O grupo paramilitar islâmico de orientação xiita foi fundado pela Guarda Revolucionária do Irã, em 1982, durante a Guerra Civil do Líbano. Um de seus objetivos na época era combater as forças israelenses que invadiram o território libanês.
Até hoje, o Hezbollah defende o fim do Estado de Israel, assim como o Hamas, e seus maiores apoiadores e financiadores são o Irã e a Síria. Em entrevista à Record News, o doutor em relações internacionais Igor Lucena explicou a importância da milícia xiita no Líbano.
“O Hezbollah conseguiu uma penetração política muito grande na sociedade. Ele tem assentos dentro do parlamento, e muitas vezes ele faz parte e vota com o governo”, disse o especialista. “Você termina tendo um grupo terrorista participando em decisões governamentais de um governo legítimo.”
Além da importância nas decisões libanesas, o grupo extremista está focado em mostrar sua lealdade ao Irã, já que depende do país. Como forma de demonstrar retaliação pela morte do líder supremo iraniano, o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel nesta segunda-feira (2).
O governo israelense, por sua vez, ordenou o esvaziamento de mais de 50 cidades no sul do Líbano e respondeu ao ataque com bombardeios no Líbano, incluindo alvos na capital, Beirute. Segundo informações do Ministério da Saúde, mesmo com a evacuação, as ofensivas deixaram cerca de 31 mortos e 149 feridos.
Fonte: Portal Correio



