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Ele foi autorizado em abril a fazer tratamento por problemas de saúde. Médium é réu em oito processos e sempre negou crimes.

Preso há 5 meses, João de Deus continua internado em um hospital por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele está no Instituto de Neurologia de Goiânia, e, segundo relatórios médicos apresentados pela defesa, não tem condições de voltar ao presídio. O médium é réu em oito processos por abuso sexual e posse de arma, mas sempre negou os crimes.

João de Deus foi preso no dia 16 de dezembro. Ele estava no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia até o dia 22 de março, quando foi transferido para o hospital a pedido da defesa e com autorização da Justiça.

Essa já é a segunda vez que o prazo é prorrogado. Agora, ele pode continuar no hospital até dia 31 de maio. De acordo com a última decisão, expedida no dia 2 de maio pelo ministro Nefi Cordeiro, a defesa afirma que houve uma piora clínica do médium, “que está com uma sonda nasoenteral”.

Assim, o ministro pontua que “ante a dúvida sobre o estado de saúde do paciente”, autoriza que ele fique internado por mais 30 dias. Ao final desse prazo, os médicos precisam informar uma previsão de alta hospitalar e o estado de saúde do paciente.

Quando foi internado, João de Deus apresentava, segundo os médicos, um aneurisma no abdome. Em outro laudo, foi apontado que ele estava sendo tratado contra uma pneumonia. Na decisão do ministro não consta informações sobre o andamento desses tratamentos. A defesa também não respondeu ao pedido do G1 para saber detalhes sobre o estado de saúde do paciente.

Réu em oito processos

O Ministério Público denunciou o médium oito vezes. A Justiça aceitou cada uma das denúncias –o que torna João de Deus réu em todos os processos. São no total 26 vítimas.

  • Quatro por crimes sexuais: dois deles já tiveram audiência realizada e os outros dois estão com audiência marcada;
  • Um por crimes sexuais, corrupção de testemunha e coação: ainda não teve audiência;
  • Um por crimes sexuais e falsidade ideológica: atualmente está em fase de citação (comunicação ao réu);
  • Dois por posse ilegal de armas de fogo e munição: um já teve audiência realizada. O TJ não deu detalhes sobre o outro caso.

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