Professores de dez escolas de JP também tiveram salários reduzidos.

Na última sexta-feira, 30, professores secundaristas de Campina Grande interromperam as aulas em duas escolas que funcionam em período integral, a interrupção aconteceu porque o Estado não pagou a gratificação pelo aumento na carga horária de trabalho e ainda retirou uma gratificação que os docentes recebiam desde 1996, gratificação Cepes.Nesta segunda-feira, 02, o ClickPB procurou a Associação dos Professores de Licenciatura Plena da Paraíba, APLP, para saber o posicionamento da entidade diante da situação dos professores.

O diretor da APLP, professor Fernando Lira, disse que a entidade enviou ofício, na sexta, para a Secretaria de Educação solicitando explicações e a resolução do problema e foi informado que houve um erro na confecção dos contracheques dos professores do projeto ‘Ensino Médio Inovador’ e que a Secretaria já estaria tentando resolver o problema com o pagamento dos valores devidos.

O professor Fernando disse que nenhum prazo foi estipulado pela Secretaria, ele disse que o problema não acontecei só em Campina Grande, “professores de cerca de dez escolas que tem o projeto em João Pessoa também estão passando pelo mesmo problema”, relatou o diretor da APLP.

Segundo informações de um professor da Escola Estadual Úrsula Lianza, no bairro Tambiá, os professores da escola tiveram os salários reduzidos, mas não paralisaram as atividades porque a diretora garantiu que o pagamento acontecerá até esta quarta, 04. As aulas da escola só não foram realizadas nesta segunda, 02, porque a chuva deixou parte da escola alagada.

Fernando Lira informou, ainda, que o reajuste anunciado pelo Ministério de Educação e Cultura de 22% não foi pago pelo Estado. “O Estado se comprometeu em pagar parte do reajuste e não pagou, só este mês o Governo deixou de fazer dois pagamentos aos professores.

Apenas os professores de início de carreira receberam o salário corretamente, os demais não receberam a gratificação pelo ‘Projeto Ensino Médio Inovador’ nem pelo ‘Projeto Cepes'”, complementou o diretor da APLP.

Ívyna Souto

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