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Vereadora diz que cão morto em caixa lhe foi enviado pela tutora dele

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A vereadora Andreza Guerreiro (PP), de Novo Hamburgo (RS), afirmou que a principal suspeita de enviar um cachorro morto ao gabinete dela é a própria dona do animal. Em entrevista ao Agora Metrópoles, a parlamentar disse que a mulher confessou à Polícia Civil, durante depoimento, ter enviado o corpo do cão.
Segundo Andreza, a tutora disse que tomou a decisão como forma de protesto. Ela teria atribuído à vereadora a responsabilidade por não retirar das ruas os chamados cães comunitários, após o cachorro dela ser atacado por esses animais.

De acordo com a parlamentar, o ataque ocorreu no sábado (4/7). Mesmo ferido, o cachorro não recebeu atendimento veterinário. A suspeita teria informado à polícia que não tinha condições financeiras para pagar o tratamento. O animal morreu na madrugada de segunda-feira (6/7) e, horas depois, foi colocado em uma caixa e enviado ao gabinete da vereadora.

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“A pior parte foi ela ter mandado o cachorro dela para mim, pelo simples fato de eu não ter retirado todos os cachorros da rua. A vida daquele animal, para ela, não tinha importância nenhuma, porque ela simplesmente o descartou enviando para mim”, afirmou Andreza.

 

A vereadora também disse que a mulher não buscou ajuda antes da morte do animal, apesar de ter acesso ao telefone dela e de ter conversado com o vice-prefeito de Novo Hamburgo.

“Ela disse no depoimento que nunca teve contato comigo, que tinha o meu telefone, mas não me ligou para pedir ajuda. Ela também falou com o vice-prefeito e, em nenhum momento, pediu auxílio para salvar o cachorro. Ela só queria saber quem cuidava dos cães comunitários”, declarou.

Vereadora acusa tutora de negligência

Andreza ainda acusa a tutora de negligência por, segundo ela, ter deixado o cão sem atendimento por cerca de dois dias. O corpo do animal foi encaminhado para perícia em Porto Alegre, que deverá apontar a causa da morte.

“Nós mandamos esse cão para a perícia porque queremos saber se ele morreu pelos ferimentos ou até mesmo por asfixia. Ela não é veterinária. Se colocou o cachorro dentro do saco ainda com vida, isso torna a situação ainda mais grave”, disse.

 

Ainda conforme a vereadora, a investigação já identificou que a caixa foi transportada por um motorista de aplicativo, que não teria participação no caso. Segundo ela, o entregador informou à polícia que recebeu uma gorjeta para fazer a entrega pessoalmente no gabinete.

“A pessoa disse para o motorista entregar a caixa naquele horário porque, à tarde, estaria em reunião comigo. Isso aumenta ainda mais a minha preocupação”, afirmou.

A parlamentar disse que continua abalada após o episódio e relatou estar fazendo uso de medicação. “Estou com medo. É uma pessoa que teve coragem de fazer isso. Não sei o que pode acontecer daqui para frente.”

Relembre o caso

O caso ocorreu na segunda-feira (6/7). Andreza recebeu uma caixa acompanhada da mensagem “Com carinho para proteger os animais. Obrigado”.

Acreditando que se tratava de uma doação para uma campanha de arrecadação de agasalhos para animais, ela abriu o pacote e encontrou o corpo de um cachorro de pequeno porte.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga o caso. A definição dos possíveis crimes e eventual responsabilização da suspeita dependerá da conclusão das investigações e dos laudos periciais.

Metrópoles

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