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O traficante contratou uma agência de comunicação para cuidar da produção do conteúdo do portal, que terá uma área interativa, onde leitores poderão fazer perguntas levadas até Beira-Mar.

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, quer lançar um site na internet para vender livros, canecas, camisas e chaveiros. A informação, publicada inicialmente pelo portal UOL, foi confirmada ao EXTRA pela advogada de Beira-Mar, Paloma Gurgel. O traficante contratou uma agência de comunicação para cuidar da produção do conteúdo do portal, que terá ainda uma área interativa, onde leitores poderão fazer perguntas que serão levadas até Beira-Mar – que cumpre pena no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte – para que ele responda.

O site deve ser lançado até o final do ano. Inicialmente serão vendidos pelo portal dois livros escritos pelo traficante. Um deles já está pronto: é o trabalho que Beira -Mar apresentou para concluir a faculdade de Teologia, que ele cursou à distância, de dentro da cadeia. O segundo é a biografia que o traficante está escrevendo, em que vai contar sua trajetória, da infância em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, até o auge no mundo do crime.

Num segundo momento, o portal vai passar a vender produtos com uma marca que está sendo criada pelo traficante. Segundo Renato Homem, jornalista dono da agência contratada pelo chefão, todos os produtos serão confeccionados por dependentes químicos em recuperação em uma ONG ligada a uma igreja evangélica. A renda obtida com a venda dos produtos, de acordo com Homem, será revertida à ONG.

A iniciativa de Beira-Mar, no entanto, deve esbarrar na Justiça, segundo o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, que foi titular da Vara Criminal de Ponta Porã, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Para Oliveira, que já condenou o traficante por tráfico de drogas, um preso não pode exercer atividade comercial.

– A Vara de Execuções Penais (VEP) não deve permitir a venda de produtos com a marca do preso, porque configura atividade comercial, mesmo se o comércio for feito por terceiros. Mas não há impedimento nenhum em um preso escrever um livro e lançá-lo — afirma o magistrado aposentado.

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