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Caso Morceguinho: MPPB pede prisão de deputado pernambucano acusado de matar lutador em João Pessoa

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Caso Morceguinho: MPPB pede prisão de deputado pernambucano acusado de matar lutador em João Pessoa
Morceguinho foi morto por três homens por causa de uma briga em um bar em Cabedelo no ano de 2011. Ele e mais dois acusados respondem por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe. O deputado estadual de Pernambuco em exercício, Dannilo Godoy (PP) é um dos acusados.

O Ministério Público da Paraíba pediu que a Justiça reconheça a validade do mandado de prisão preventiva contra os acusados da morte do professor e lutador de jiu-jitsu, o paraibano Rufino Gomes de Araújo Neto “Morceguinho”, ocorrida em 2011, em João Pessoa. Conforme documento obtido pelo ClickPB, o deputado estadual de Pernambuco em exercício, Dannilo Godoy (PP) é um dos réus. Ele e mais dois acusados Eduardo Cavalcanti Ramos de Carvalho e Jocelino Ramos de Carvalho respondem pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe.

O parecer assinado pelo promotor Demétrius Castor de Albuquerque Cruz, da 13ª Promotoria de Justiça Criminal, obtido pelo ClickPB, nesta sexta-feira (15) voltou a andar após Roberto Farias de Araújo, pai de Morceguinho, pedir para entrar oficialmente no processo como assistente de acusação. O Ministério Público concordou com o pedido do pai da vítima e afirmou que é preciso registrar de forma clara que a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba já havia cassado uma liminar, negado habeas corpus aos acusados e determinado a expedição dos mandados de prisão. O MPPB também lembrou que o Supremo Tribunal Federal, em decisão do ministro Luís Roberto Barroso, revogou uma liminar anterior e, com isso, restabeleceu a validade do decreto de prisão.

“Posteriormente, no HC 112.986/PB, o Supremo Tribunal Federal, por decisão do Ministro Luís Roberto Barroso, assentou que o magistrado de primeiro grau havia decretado a prisão preventiva, que o Tribunal de Justiça da Paraíba havia denegado a ordem e que o Superior Tribunal de Justiça igualmente a havia mantido, concluindo, ao final: “não conheço do habeas corpus e, consequentemente, revogo a liminar anteriormente deferida. Dessa forma, para o Ministério Público, deve prevalecer, no caso concreto, o que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal, que revogou a liminar anteriormente concedida pelo Ministro Joaquim Barbosa, restabelecendo a plena eficácia do quadro cautelar antecedente, já reconhecido pelo juízo de primeiro grau, confirmado pelo acórdão da Câmara Criminal do TJPB e mantido no Superior Tribunal de Justiça”, revela trecho do parecer do MPPB obtido pelo ClickPB.

Conforme levantamento feito pelo ClickPB, à época do crime, Dannilo Cavalcante Vieira, vulgo Dannilo Godoy era candidato a prefeito da cidade de Bom Conselho. Após 15 anos do crime, o mesmo foi reeleito duas vezes para chefiar o executivo da cidade e, na última eleição obteve 56 mil votos para atuar a frente da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Relembre o caso

A morte de Morceguinho aconteceu na noite do dia 22 de janeiro de 2011, no Bairro do Bessa, em João Pessoa. Na noite do crime, a vítima seguia pilotando sua moto, quando um grupo se aproximou em um automóvel e uma motocicleta. Um dos ocupantes disparou vários tiros de pistola, e quatro acertaram as costas da vitima, que morreu no local. O professor de jiu-jitsu e os autores do crime teriam se envolvido em uma briga durante um festival de música em Cabedelo.

Rufino Gomes de Araújo Neto, o “Morceguinho” foi morto após uma confusão em um bar, no bairro de Intermares, em Cabedelo (PB). Na época, o delegado que acompanhou o caso, Isaias Gualberto, explicou à imprensa que o motivo da discussão começou por conta de uma dose de whisky. O empresário, acusado de ser mandante do crime, pediu uma dose de whisky no bar e um dos amigos do professor também fez o mesmo pedido. A atendente do bar entregou a primeira dose ao amigo da vítima, então Godoy não teria gostado e teve início uma discussão.

Quando saiam do estabelecimento, teve início outra confusão. O professor de Jiu-Jitsu entrou para controlar a confusão e defender o amigo, de nome não divulgado. A vítima, mestre de artes marciais, conseguiu levar a melhor e foi ameaçado pelos três acusados. Quando retornava para casa Morceguinho foi seguido, abordado pelo grupo e executado com vários disparos de arma de fogo.

Confira o documento obtido pelo ClickPB:

Fonte: ClickPB

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