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O coronel do Exército que comandou as ocupações nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, Fernando Montenegro, classificou de “novo cangaço” as explosões de bancos registradas na Paraíba. Neste ano já foram registradas 63 ocorrências relacionadas às instituições financeiras do Estado. Delas, 45 foram relacionadas a explosões de caixas eletrônicos. Ele concedeu entrevista à rádio CBN João Pessoa, na manhã desta segunda-feira (4). A observação dele é que o baixo efetivo policial paraibano contribui para que as instituições financeiras, principalmente nos pequenos municípios, sejam alvos preferencias dos ataques.

Montenegro ressaltou que a Paraíba tem 8,7 mil policiais, quando o preconizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) seria 16 mil. Ele justificou que do efetivo total, por exemplo, 800 está dedicado ao sistema prisional. Outra parcela significativa vai para as funções administrativas. No final, restará algo em torno de 6 mil. Daí, quando se tira dias de descanso, licenças e férias, resta muito pouco para as ruas. Por conta disso, ele reforça, os números da violência no Estado são altos, principalmente quando se compara com a década passada.

O coronel do Exército morou na Paraíba entre os danos de 2001 e 2003. De lá para cá, vem observando pioras significativas nos números. Uma das suspeitas para o aumento das explosões de bancos, ele reforça, é a queda no preço da cocaína. Fernando Montenegro lembra que os maiores produtores do mundo são vizinhos do Brasil. Ainda sobre a Paraíba, ele lembra que apesar de o Estado ser considerado tranquilo, quando comparado com o vizinho Pernambuco, os números são alarmantes. O coronel lembra que a ONU considera epidemia qualquer índice de homicídios superior a 10 mortes por 100 mil habitantes.

A Paraíba registra 33,1 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes. Os dados são do Anuário do Fórum Nacional de Segurança Pública.


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