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O furto de energia elétrica na área rural do município de Boqueirão, no Cariri, já causou um prejuízo de mais de R$ 1 milhão. O suspeitos teriam desviado mais de 400 MWh nos últimos 36 meses. Essa energia seria suficiente para abastecer mais de 946 residências durante 12 meses.

Os dados são resultados de uma investigação da Polícia Civil, em conjunto com a Empresa Energisa, que culminou na Operação Imperium deflagrada nesta sexta-feira (23) e comandada pela Delegacia Seccional de Queimadas e do Grupo Tático Especial, respectivamente, sob o comando dos Delegados Iasley Almeida e João Joaldo. O nome da operação “Imperium” faz alusão a “Energia” em latim.

Foi preso e autuado em flagrante delito Josinaldo Matias Pereira, 51 anos, conhecido por “Nanôva”, dono de uma propriedade no Sítio Tatu. A pena para esse crime é de 1 a 4 anos de reclusão e multa.

Segundo o delegado João Joaldo, quatro pessoas estão sendo investigados pela prática do crime que tem causado prejuízo na arrecadação de ICMS por parte do Estado. “A ação foi programada após o Centro de Inteligência em Combate às Perdas de Energia apontar uma variação no consumo de energia em irrigações de grande porte e alto índice de desvio de energia para a região de Boqueirão”, explicou.

O crime está previsto no Código Penal, no art. 155 e art. 171, onde prevê uma pena de até cinco anos de reclusão e multa. “Quando um cliente furta energia impacta para os demais consumidores que estão regulares, já que parte do valor é repassada para a  tarifa”, afirma Daniel Andrade, gerente de combate a perdas da Energisa.

Click PB

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