Publicidade

Polícia Federal (PF) investiga se os 117 fuzis apreendidos na casa do sargento reformado Ronnie Lessa foram usados em outros ataques cometidos pela milícia carioca Escritório do Crime. Lessa é apontado pela Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro como o assassino da vereadora Marielle franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Segundo o portal de notícias UOL, as suspeitas foram reforçadas depois que ficou constatado que as peças descobertas são de fuzil M16, o mesmo modelo usado em execuções de pessoas ligadas à máfia do jogo no estado. Lessa mantinha ligação com o ex-capitão Adriano e outros integrantes da milícia que atuam em Rio das Pedras, comunidade de Jacarepaguá.

Os 117 fuzis encontrados na casa de Alexandre Motta de Souza, apontado como “laraja” do PM reformado, estavam sem os canos. Para os investigadores, isso sugere que Ronnie Lessa fabricava os próprios canos — são eles que imprimem marcas únicas nas balas quando estas são disparadas, como uma “impressão digital” da arma.

Além das armas, também foram encontrados na casa do laranja de Lessa supressores de ruídos, conhecidos como silenciadores. Um deles era compatível para submetralhadora calibre 9 milímetros, a mesma arma usada para matar Marielle e Anderson.

Em seu interrogatório, Lessa confirmou que as caixas com peças de armas encontradas na casa de Alexandre Motta de Souza, apontado pela polícia de ser “laranja” do PM, eram réplicas e seriam vendidas em sites na Internet. A versão, no entanto, foi desmentida pelos peritos que analisaram as armas.

Prisão

Ronnie Lessa foi preso em 12 de março, no condomínio de luxo onde mora, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Na ocasião, também foi preso o ex-PM Élcio Queiroz, apontado como o motorista do Cobalt que perseguiu o carro da vereadora. Os assassinatos de Marielle e Anderson completaram um ano no último dia 14.

De acordo com o então delegado responsável pelo caso, Giniton Lages, vestígios deixados antes do crime levaram à prisão dos PMs. Lages informou que Ronnie pesquisou, “dias antes do crime, a rua onde ela [Marielle Franco] morava”.

O policial reformado também buscou informações sobre o armamento que usou no dia crime e sobre silenciadores específicos para a arma, assim como sobre o atual deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) e a esposa dele, informou Lages.

Jovem Pan 

Comente usando o Facebook

Publicidade