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O ex-assessor da Secretaria de Administração do Governo do Estado, Leandro Nunes de Azevedo, revelou que dinheiro de propina da Cruz Vermelha Brasileira, Organização Social que recebeu mais de R$ 1 bilhão para administrar o Hospital de Trauma da Capital, bancou a campanha eleitoral do atual governador da Paraíba, João Azevedo.

Leandro Azevedo, foi preso na segunda fase da Operação Calvário, dia 1º de fevereiro. O ex-assessor da secretária Livânia Farias, confirmou que era ele o homem flagrado pelas câmeras de um hotel de luxo, no Rio de Janeiro, dia 8 de agosto do ano passado, recebendo uma caixa de dinheiro, das mãos da assessora da Cruz Vermelha, que também está presa no Rio de Janeiro, Michele Cardoso.

Em depoimento que durou mais de 12 horas Leandro Nunes de Azevedo revelou, com detalhes, o funcionamento de uma organização criminosa que utilizou contratos com Organizações Sociais, entre as quais a Cruz Vermelha Brasileira, para sangrar os recursos públicos em favor de agentes políticos no Estado da Paraíba.

Leandro Nunes de Azevedo confirmou que na caixa que recebeu dia 8 de agosto do ano passado, em um hotel de luxo, estava quantia de R$ 900 mil, com o qual pagou a empresários contratados para prestar serviços de carros de som, adesivos, material impressos, entre outros serviços.

Leandro revelou à Força Tarefa, que investiga o caso, que combinou com os fornecedores para viajarem ao Rio de Janeiro, onde o dinheiro seria entregue. Após levar a caixa com R$ 900 mil para o quarto do hotel, separou R$ 300 mil em uma mochila e levou para Henrique da empresa Prática Etiquetas, que estava em um apartamento no Rio.

Outros R$ 250 mil Leandro colocou, também na mochila e levou ao empresário Zé Nilson da empresa Adesivo Torres, que estava em um hotel na rua lateral do Copacabana Palace. Após voltar ao hotel Leandro separou mais R$ 250 mil e levou para Weber da Plastifort, que estava também hospedado em outro hotel.

Por fim Leandro ligou para Júnior da empresa de carros de som, e pediu número de três contas do Banco do Brasil, e em seguida depositou R$ 45 mil, sendo R$ 15 mil em cada conta.

Essa foi apenas uma das diversas revelações feitas por Leandro Azevedo, que resolveu colaborar com a Justiça na investigação no caso que está sendo o maior escândalo de corrupção na história da Paraíba.

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