Movimentos de oposição convocam megacarreata contra Bolsonaro e decidem apoiar CPI da pandemia

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — Em plenária realizada nesta terça-feira (26), movimentos e partidos de oposição decidiram convocar uma megacarreata contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e apoiar a criação de uma CPI para investigar a atuação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante a pandemia.

A ideia inicial é a de que ela seja realizada em 21 de fevereiro. No próximo domingo (31) eles realizarão carreatas menores, em bairros, com a ideia de começar a mobilização.

Participaram dessa plenária o MST, o MTST, centrais sindicais, organizações das frentes Brasil Popular e Brasil Sem Medo, e partidos como PT, PSOL, PCdoB e Rede. Aproximadamente 600 pessoas participaram do encontro.

Estrategicamente, os movimentos decidiram apoiar a criação de uma CPI que apure possíveis irregularidades na condução da pandemia por parte do governo federal e, mais especificamente, do Ministério da Saúde, sob comando de Pazuello.

O aprofundamento dessa CPI, acreditam, pode desembocar no impeachment de Bolsonaro.

Nesta segunda (25), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a criação de uma CPI sobre o tema.

A avaliação feita pelos grupos é que o aprofundamento da crise em 2021 colocou o governo Bolsonaro em cenário de queda de popularidade. Diante disso, caberia aos movimentos sociais catalisarem essa insatisfação, transformando-a em mobilização contra o presidente e em pressão sobre o Congresso pelo impeachment.

Nesse sentido, também decidiram pela realização de plenárias estaduais e de ações de agitação e propaganda permanentes nas periferias das grandes cidades, pela criação de comitês populares de saúde para o enfrentamento da pandemia nos bairros, pelo fortalecimento das ações nas redes sociais e fortalecer a participação de movimentos religiosos.

Neste sábado (23) e no domingo, manifestantes pediram o impeachment de Bolsonaro em carreatas em capitais pelo país. O primeiro ato foi impulsionado por partidos de esquerda.

Também houve protesto em favor do impeachment de Bolsonaro em outras cidades pelo país, como Rio de Janeiro, São Paulo e Recife.

 

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