Baixo consumo de soja beneficia pessoas com síndrome metabólica

Baixo consumo de soja beneficia pessoas com síndrome metabólica.

De acordo com estudo, um dos aspectos positivos é o aumento da resistência à insulina. Agência Notisa – Vários estudos demonstram que o consumo regular de soja diminui o risco cardiovascular e de diabetes e pode melhorar parâmetros relacionados à síndrome metabólica. No entanto, grande parte deles preconiza que pacientes consumam diariamente 25g ou mais de proteína de soja, quantidade considerada alta e não bem tolerada por eles. Assim, Larissa Danielle Bahls, do departamento de Patologia, Análises Clínicas e Toxicológicas da Universidade Estadual de Londrina, e outros pesquisadores, investigaram se um baixo consumo diário de soja poderia apresentar os mesmos benefícios para a saúde de indivíduos com essa síndrome. “Considerando sua alta incidência, torna-se fundamental que se desenvolvam maneiras de prevenir  e tratar a síndrome metabólica. Vários estudos relacionam o padrão dietético com fatores de risco cardiovascular e demonstram que uma dieta rica em frutas, legumes, vegetais e grãos integrais reduz o risco de resistência à insulina e síndrome metabólica. No entanto, uma dieta composta por grãos refinados, carnes vermelhas, manteiga e produtos lácteos ricos em gordura aumenta o risco de síndrome metabólica”, dizem os autores na pesquisa. Segundo o estudo, o consumo diário de proteína de soja é capaz de reduzir os níveis sanguíneos de colesterol total, lipoproteína de baixa densidade (LDL) e triacilgliceróis e de aumentar os níveis plasmáticos de HDL. No entanto, essas mudanças dependem do nível e da duração da ingestão de proteína de soja, além do sexo e da concentração inicial de lipídios séricos dos pacientes. “Outros efeitos benéficos da ingestão de proteína de soja são a melhora no perfil glicêmico por meio da redução da glicemia e da diminuição de resistência à insulina e a redução da inflamação sistêmica mediante o aumento dos níveis séricos de adiponectina, uma substância com ação anti-inflamatória secretada pelos adipócitos. A adiponectina é inversamente relacionada com a resistência à insulina, assim, quanto menor o nível plasmático desta, maior o risco de desenvolvimento de diabetes melito tipo 2 e de síndrome metabólica”, explicam os autores. Somado a esses benefícios, a pesquisa ainda mostra que as isoflavonas presentes na soja podem reduzir o estresse oxidativo e melhorar a capacidade antioxidante total do plasma. Na investigação, realizada com 40 pessoas com síndrome metabólica, os pesquisadores verificaram que o consumo de uma baixa quantidade de soja por 90 dias, além de bem tolerado pelos pacientes, foi capaz de melhorar vários parâmetros relacionados à fisiopatologia da síndrome metabólica. “Conclui-se que a ingestão diária de uma baixa quantidade de soja, contendo apenas 12,95g de proteína de soja, além de bem tolerada pelos pacientes, foi capaz de melhorar a resistência à insulina, os níveis de HDL e adiponectina”, afirmam. A pesquisa “Avaliação do consumo de uma baixa quantidade diária de soja no estresse oxidativo, no perfil lipídico e inflamatório e na resistência à insulina em pacientes com síndrome metabólica” está na edição de agosto dos Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. Para ver o artigo na íntegra, acesse: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302011000600006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt.
Agência Notisa

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