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THC da Cannabis pode ajudar a diminuir células agressivas de câncer de mama

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Foi descoberto recentemente que as células do câncer mamário são mais flexíveis do que se pensava anteriormente, podendo mudar de um estado diferenciado, quando assumem uma função específica, a um estado parecido com o de células-tronco. Com isso, entendeu-se que essas células podem ser mais invasivas e resistentes ao tratamento.

Mas um grupo de pesquisadores conseguiu identificar uma forma de transformar essas células agressivas da doença em menos resistentes, usando o THC (tetrahidrocanabinol), um composto da maconha (Cannabis sativa).

Os canabinoides são substâncias ativas encontradas na cannabis ou produzidas pelo organismo humano, que podem retardar o crescimento de tumores, assim como bloquear o movimento da célula e impedir também que sejam formados novos vasos sanguíneos.

Em um estudo publicado na revista Communications Biology, em agosto de 2026, os pesquisadores cultivaram organoides — versões tridimensionais de tumores que imitam os reais — a partir de câncer de mama de camundongos e de exemplares de pacientes humanos, e os trataram com doses pequenas de THC durante quatro dias.

Principais sintomas do câncer de mama

  • Aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, nas mamas.
  • Edema na pele, que fica com aparência de casca de laranja.
  • Retração da pele.
  • Dor.
  • Inversão do mamilo.
  • Descamação ou ulceração do mamilo.
  • Secreção transparente, rosada ou avermelhada que sai do mamilo.
  • Linfonodos palpáveis na axila.

A pesquisa teve como objetivo checar o funcionamento do sistema endocanabinoide (SEC), que é uma complexa rede de receptores e moléculas do corpo que auxilia na regulação de diversos processos biológicos, inclusive de diferenciação celular.

Nos resultados, os autores identificaram que, após a remoção da droga, os organoides não retornaram ao estado agressivo do tumor, permanecendo em um modo mais maduro, em que as células apresentam uma menor capacidade de autorrenovação ou formação de novos tumores.

“A modulação transitória do receptor CB2 restringe de forma duradoura a plasticidade do câncer de mama, estabilizando um estado celular semelhante ao luminal [assemelhando-se às células maduras que revestem os ductos mamários], em vez de induzir uma conversão completa de linhagem binária”, disseram os pesquisadores no artigo.

 

Tratamentos para diminuir a metástase do câncer

Para entender melhor como funciona o THC no tratamento de tumores de mama, os pesquisadores descobriram que desativar o receptor do corpo CB2R — seja com THC em dose baixa, com um composto sintético ou por alteração genética — faz as células do câncer de mama ficarem mais maduras e menos agressivas. Isso impede que o tumor se espalhe e mude de forma, mesmo sob estresse.

“Demonstramos que uma exposição breve e em baixa dose ao THC ou ao ligante sintético SR2 do receptor CB2 induz um estado luminal sustentado, associado à redução da pluripotência, comprometimento da migração celular e diminuição do potencial metastático, tanto in vitro quanto in vivo”, concluem.

 

Apesar de o estudo ainda estar no começo, a descoberta pode indicar um novo caminho para controlar o câncer de mama redefinindo a própria identidade das células doentes.

Metrópoles

 

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