Nova arma cibernética ‘Flame’ é encontrada no Oriente Médio

Especialistas em cibersegurança descobriram um novo vírus de nome “Flame” que rouba dados de usuários e que está instalado dentro de milhares de computadores em todo o Oriente Médio. O arquivo Worm.Win32.Flame, apontado pela Kaspersky Lab como o mais complexo software malicioso já encontrado pela companhia, vem se espalhando na região nos últimos cinco anos e é parte de uma sofisticada guerra virtual.

Roel Schouwenberg, pesquisador da companhia que descobriu o vírus, divulgou os resultados do último levantamento nesta segunda-feira. Entretanto, ainda não se sabe quem desenvolveu o “Flame”.

Se análise da companhia estiver correta, essa pode ser a terceira maior grande descoberta depois do Stuxnet, que atacou o sistema nuclear iraniano em 2010 e do Duqu, que rouba dados pessoais dos usuários.

A notícia, que vem de uma das maiores fabricantes mundiais de software antivírus, alimenta a especulação de que as nações estariam implantado secretamente armas cibernéticas em determinados computadores.

Se o “Flame” não foi descoberto por cinco anos, a única conclusão lógica é a de que existem outras operações em andamento que nós ainda não conhecemos – disse Schouwenberg. Ele acredita ainda que há evidências de que o código foi encomendado pela mesma nação ou nações que estavam por trás do Stuxnet e do Duqu nos anos anteriores.

O maior número de máquinas infectadas está no Irã, na região de Israel/Palestina, Sudão e Síria. O “Flame” pode capturar dados, alterar configurações de computadores remotamente, ligar microfones para gravar conversas, fazer capturas de tela e registrar trocas de mensagens instantâneas sem ser percebido. Um kit perfeito para a espionagem.

A empresa que tem sede em Moscou e foi criada por Eugene Kaspersky ganhou notoriedade após descobrir os mistérios que cercam o Stuxnet e o Duqu. Pesquisadores da Kaspersky disseram também que eles estavam apenas começando a entender como funciona o ‘Flame’ e sua estrutura complexa. Outras empresas ainda não tiveram acesso a amostras do vírus.

Com informações de O Globo

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