Coluna de Rocha:CON$CIÊNCIA $OCIOECONÔMICA APLICADA

A coluna de Rocha de hoje fala a respeito da necessidade do consumidor ingaense criar uma consciência de valorização do comércio local fortalecendo nossa economia.

Muitas vezes preferimos comprar em outras cidades, produtos e serviços que temos aqui.

Muito interessante, leiam e deixe sua opinião:

 

CON$CIÊNCIA $OCIOECONÔMICA APLICADA

Tão lógico quanto dizer que, se todo mundo saísse de Ingá para fazer suas compras em outros muncípios, Ingá quebraria, é dizer o contrário: Que Ingá cresceria substancialmente, se todos que hoje não têm esta consciência, passassem a tê-la e a difundí-la, entendendo que a entrada de dinheiro no município é importante sim, mas, sobretudo, que esse dinheiro só vai gerar desenvolvimento e sustentabilidade, se permanecer e circular no município pelo maior espaço de tempo possível.

Tomemos Campina Grande como um excelente exemplo: Sempre que se aproxima um feriadão, ouvimos nas rádios, o diretor da Associação Comercial de lá – ou alguém em nome dele –  suplicando àqueles que pretendem sair da cidade, para que comprem em Campina tudo quanto puderem levar e explicando que o dinheiro que deixarem fora, fará grande falta para o desenvolvimento do município. E o povo campinense escuta, entende e assim, o faz. E isso faz com que Campina não seja GRANDE por acaso…

Quando eu compro em outro município aquilo que poderia comprar em Ingá, a chance de aquele meu dinheiro voltar a circular aqui, passando de novo pelas minhas mãos algum dia, é praticamente nenhuma, porque são poucas as pessoas de outros municípios que vêm gastar valores relevantes aqui.

Agora, se gastamos aqui mesmo com o João, que gasta com o José, que gasta com a Dona Maria, que gasta com o Pedro e etc…, estamos criando um círculo vicioso muito positivo para todos os comerciantes e prestadores de serviços, com a contrapartida de que, toda a sociedade acaba sendo beneficiada, já que os negócios e serviços, crescendo, terão de empregar mais pessoas e estas serão também, potenciais consumidoras dos comércios e serviços daqui.

A REALIDADE PODE SER ILUSTRADA ASSIM…

 

OU ASSIM:

 

 

Outra consequência positiva de mais pessoas viverem de forma autossustentada, é o desafogamento do poder público, que contará com mais recursos para atender melhor àqueles que precisam mais e terá como investir mais e melhor nas diversas áreas da administração: saúde, educação, saneamento, infraestrutura…

Bom… Vamos deixar claro que essa tese não se baseia apenas em devaneios de quem a escreve; são colocações lógicas, que fazem sentido e que têm fundamento em ações práticas que foram bem sucedidas em outros lugares, podendo ser citado como exemplo, entre vários outros, Guarapari-ES, um município que há pouco menos de 30 anos, não era muito mais do que um Ingá com belas praias, e que, depois da conscientização dos seus empresários e dos estímulos à população para que preferisse investir ali, desenvolveu-se tanto, que hoje só não existe lá, o Palácio do Governo e a Assembléia Legislativa do estado, já que, de resto, tudo mais que se encontra na capital (Vitória), encontra-se também na cidade.

Não importa quem vai ganhar mais ou quem vai enriquecer primeiro… Importa que a comunidade como um todo, viva entre aqueles que podem empregar mais e pagar melhor. A concorrência que deve existir, não pode ser contra nem entre  aqueles que têm potencialidade para gerar uma vida mais digna para todos, afinal, quem emprega e paga é quem tem trabalho para oferecer e mais recursos para remunerar. É entre os mais ricos que vivem hoje aqueles que eram pobres de ontem e subiram para a classe média. Vivendo desde sua fundação, uma situação de pleno emprego, o salário médio pago em Brasília hoje  supera muito os três mil reais, simplesmente porque os trabalhadores de lá estão ilhados, cercados de ricos e milionários por todos os lados…

 

 


Elvis Rocha
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