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CONTRADIÇÃO: RC afirma que CAGEPA teve superávit de 20 milhões em 2016. Então, por que não investe no deslocamento dos flutuantes de captação para onde tem água em abundância na Barragem de Acauã? Confira em vídeos que água tem

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Durante a entrevista coletiva de Ricardo Coutinho concedida nesta terça-feira (04), o governador descartou a privatização da estatal e teceu comentários sobre os custos para manter a Cagepa funcionando. RC falou que houve redução no número de comissionados, que passou de 400 para 90, com investimentos que somam R$ 316 milhões já pagos, feitos nos últimos seis anos, e que “pela primeira vez, a Cagepa foi superavitária com saldo de R$ 20 milhões”.

FLUTUANTES DISTANTES

Portanto, contradiz a informação recebida pelos vereadores ingaenses, quando da visita a área de captação que dista cerca de 3 km do paredão da Barragem de Acauã, de que a Cagepa não dispõe de recursos financeiros para investir na transferência dos flutuantes de captação para mais próximo da represa onde ainda tem água com certa abundância e que daria para abastecer a região até o final de dezembro, mesmo sem chuvas.

A Cagepa divulgou nota recentemente informando que, se não chover, o abastecimento deverá ser suspenso em definitivo em 30 dias.

 

SE TEM ÁGUA E TEM DINHEIRO, O QUE FALTA?

Ora, há de se considerar que Ingá, Itatuba e toda região está em situação de emergência hídrica e seria perfeitamente justificável que a estatal tirasse um pouco de seus 20 milhões de superávit informado pelo governador e investisse na melhoria das condições de captação d’água antes que o sistema entre em colapso definitivamente e prejudique as populações de três cidades e um distrito. Portanto, se tem água e tem dinheiro, o que falta? decisão política?

Cremos que será mais barato investir na transferência dos flutuantes do que gastar com carros-pipas para abastecer quatro cidades

QUEM LEMBRA DO VOLUME MORTO DO CANTAREIRA EM SÃO PAULO?

Vale aqui relembra do esforço e investimentos feitos pela também estatal SABESP do Estado de São Paulo quando investiu pesado na transferência dos flutuantes para o volume morto da represa do Cantareira durante a crise hídrica inédita naquele estado ocorrida no ano de 2014, que foi amplamente divulgado pela imprensa nacional. A Cagepa poderia fazer o mesmo aqui em Acauã, inclusive instalando mais uma caixa d’água no bairro do Cazuzinha em Ingá para atender a parte alta da cidade que fica desabastecida no vai e vem do racionamento, cuja fraca pressão impede a chegada da água com rapidez.

BURRO OU MENTIROSO

Um morador ribeirinho afirmou que quando da construção da adutora e instalação dos equipamentos de captação, achou estranho a distância do balde e perguntou a um dos engenheiros o porquê de tão longe. Recebeu como resposta de que ficasse tranquilo que o mesmo nível de água registrado próximo à barragem seria o daquele local, sempre, e nunca chegaria a secar. Hoje, o “matuto” tirou o chapéu, olhou para o braço do rio quase seco e relembrou seu pensamento à época e revelou: “das duas uma, o tal engenheiro ou é burro ou mentiroso”.  

OS VEREADORES DE INGÁ FIZERAM SUA PARTE. É PRECISO MAIS EMPENHO DOS DEPUTADOS

Os políticos locais deveriam pressionar mais os deputados que foram votados em nossa região para lutaram por esta causa emergencial. Até o momento, apenas o deputado Bosco Carneiro se pronunciou sobre o tema na Assembleia Legislativa, a pedido dos vereadores da oposição local. Por outro lado, a situação representada pelo prefeito Manoel da Lenha e Robério tem buscado junto a direção da Cagepa uma solução. Porém, é preciso mais empenho de todos.

IMAGENS ATUAIS DA SITUAÇÃO

Confira nos vídeos abaixo, imagens captadas na última terça-feira (04 de abril) que mostram sobre o volume de água de Acauã próximo ao paredão, a necessária liberação de parte desta água para atender às populações ribeirinhas na criação de animais, atividades econômicas, uso doméstico, e a inexplicável longa distância dos flutuantes na área de captação que está secando.  

Uma correção: A capacidade de armazenamento é em milhões de metros cúbicos e não bilhões como foi equivocadamente citado.

Ingá Cidadão

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