TEINHA É CONDENADO A 15 ANOS DE PRISÃO.

Réu Arimateia Bizerra da Silva, condenado.

 

Foi levado a julgamento nesta terça (13) o Réu Arimateia Bizerra da Silva, vulgo Teinha, pelo crime de homicídio praticado contra a vítima Waldemir Gomes de Oliveira, “Val”, em 10 de dezembro de 2005.

Dr. Marcelo Antonio faz perguntas ao réu.

O júri teve início às 9:00 h, e se prolongou pela tarde até por volta das 15:30 h. Foram ouvidas em plenário os depoimentos do réu e das testemunhas arroladas no processo.

 

 

Dra. Claudia faz uma analogia com a caixa de fósforo. "A tese da legítima defesa não se encaixa"

Em seguida, foi concedida a palavra ao Ministério Público, representado pela Dra. Claudia Cabral Cavalcante, que em sua brilhante atuação pediu a qualificação do crime cometido por Téinha como homicídio duplamente qualificado, onde a vítima foi morta por motivo fútil. Já o advogado defensor público, Dr  Marcelo Antonio R de Oliveira, trilhou pela tese da legítima defesa e alegou que o réu, Teinha, antes de cometer o fato, teria sido humilhado, espancado e apanhado na cara, agindo sob forte emoção e em defesa da própria vida.

familiares do réu

Familiares e amigos da vítima e do réu acompanhavam atentamente o júri

 

 

 

 

 

Depois dos debates, o Tribunal do Júri formado por sete jurados, se reuniu secretamente para responder os quesitos e chegar a decisão final. Aberta a sessão ao público, a Juíza Francilene Lucena Melo Jordão, anunciou a sentença prolatada.

Jurados

Levando em conta os atenuantes de réu primário e agravantes de ter mal comportamento e ter foragido para o Rio de Janeiro, Teinha, foi condenado a 15 anos de prisão, em regime fechado, a ser cumprido em um dos presídio de Campina Grande. Teinha já cumpriu 2 anos e sete meses de prisão.

Familiares da vítima, Val.

A família da vítima, esposa, filhos e irmãs, compareceram à sessão para acompanhar a decisão dos jurados.

A irmã, Vânia, ao lado da viúva, Elda, afirmou que “embora logicamente a decisão não irá trazer seu irmão de volta, mas pelo menos se fez a justiça dos homens, condenando o réu a 15 anos e que ele fique preso em Campina Grande. Deus saberá julgá-lo”

Ao final, o réu foi reconduzido para a prisão para o cumprimento da pena.

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