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Análise: vitória do Corinthians serve de lição sobre o que fazer (ou não) na Libertadores

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Timão precisava reverter placar diante do Colo-Colo, na próxima quarta, para avançar às quartas

“A gente sai confiante, com a receita do que deve ser feito na quarta-feira”. A frase dita pelo atacante Roger resume bem o que a vitória do Corinthians sobre o Paraná, no último sábado, pela 21ª rodada do Brasileirão, representou para o time: um laboratório para se recuperar do placar adverso contra o Colo-Colo na Libertadores.

O técnico Osmar Loss escalou força máxima contra os paranaenses – com excessão de Romero, suspenso – possivelmente pensando em dar ritmo e mais entrosamento aos titulares da partida de quarta. E, se o objetivo é avançar às quartas de final do torneio continental, o primeiro ponto a ser trabalhado após o “teste” é a pontaria.

O placar de 1 a 0 ficou barato para o Paraná justamente pela falta de objetividade no ataque corintiano. O Timão entrou na rodada como a terceira equipe que menos finaliza no Campeonato Brasileiro, com uma média de 10,25 por jogo. No sábado, foram 16 finalizações, sendo duas bolas na trave e oito chances claras de gol. Apenas uma aproveitada na cabeçada do zagueiro Henrique.

Para se classificar na Libertadores, o Corinthians precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença, já que o primeiro jogo foi 1 a 0 para o Colo-Colo. Mas, se depender do desempenho dos atacantes, pode se complicar dentro de casa.

Pedrinho avança com a bola dominada na Arena (Foto:  Jales Valquer/Framephoto/Estadão Conteúdo)

Pedrinho avança com a bola dominada na Arena (Foto: Jales Valquer/Framephoto/Estadão Conteúdo)

Quesito 2: contra-ataques cedidos

A dupla de volantes contra o Paraná foi Douglas e Ralf, mas Loss ainda não deixou claro quem são os donos da posição. Gabriel ainda briga por uma vaga, e essa indefinição ainda atrapalha o time, principalmente nos contra-ataques do adversário.

Os paranaenses tiveram suas melhores chances em jogadas provenientes deste tipo de artifício. Com toques rápidos, os visitantes chegaram a assustar, principalmente no primeiro tempo. Na etapa final, os dois cresceram de produção, e o Corinthians parou de sofrer.

Ponto positivo 1: Jadson

O meia destoou positivamente dos demais companheiros. Deixou os atacantes na cara do gol em mais de uma ocasião (como já foi dito anteriormente, eles pecaram na pontaria) e deu uma dinâmica muito importante no meio de campo. Lembrou os velhos e bons tempos com a sua inteligência.

Apesar da boa atuação e da assistência no gol da vitória, Jadson foi o jogador que mais errou passes no jogo. Dos 28, acertou 23 e errou cinco. Para efeito de comparação, o volante Douglas foi quem mais acertou passes na partida: 38, errando apenas um.

Jadson organiza o meio de campo do Corinthians (Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians)

Jadson organiza o meio de campo do Corinthians (Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians)

Ponto positivo 2: Henrique

Além de marcar o gol da vitória corintiana, o zagueiro mostrou segurança na defesa contra o ataque paranista e pode ser fundamental na quarta. Aos 31 anos, Henrique é o jogador responsável por passar confiança com sua experiência ao jovem companheiro de posição Pedro Henrique. Em alta após o gol e a boa atuação é uma ótima notícia para as pretensões corintianas.

Henrique comemora o gol do jogo com os companheiros (Foto: Renato Pizzutto/BP Filmes)

Henrique comemora o gol do jogo com os companheiros (Foto: Renato Pizzutto/BP Filmes)

Globo Esporte

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