Início Geral Justiça condena líder de explosão ao Partage a 42 anos de prisão

Justiça condena líder de explosão ao Partage a 42 anos de prisão

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Romário Gomes Silveira, conhecido como Romarinho, líder da organização criminosa que roubou a agência da Caixa Econômica Federal (CEF), localizada no Partage Shopping, em Campina Grande (PB), foi condenado a 42 anos de reclusão e ao pagamento de 1.686 dias-multa. A sentença condenatória, segunda decretada sobre o fato criminoso, foi proferida na terça-feira (6), pela 4ª Vara da Justiça Federal, no âmbito da Ação Penal nº 080035-54.2019.4.05.8201 ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF). A ação criminosa ocorreu em 17 de janeiro de 2018, durante a qual foram roubados R$ 419.903,00 dos terminais de autoatendimento da Caixa, bem como 24 relógios de uma das lojas do shopping.

O réu condenado foi julgado em separado, com relação aos demais integrantes da organização criminosa, porque estava foragido do sistema penitenciário quando teve início o julgamento do processo principal, em que figurava como réu ao lado de outros sete envolvidos nas explosões e roubo dos terminais de autoatendimento da Caixa Econômica no shopping.

A fuga do condenado Romário Silveira ocorreu na madrugada de 10 de setembro de 2018 (quando ele estava preso por ataque a um carro-forte no município paraibano de Lucena), durante resgate realizado pela organização criminosa em uma ataque à Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes, o PB1, sem precedentes na história do estado. Conforme registra a sentença, no momento do resgate, constatou-se que -os comparsas do denunciado foram diretamente à sua cela, que estava sendo sinalizada por um celular, e ao libertá-lo, imediatamente entregaram-lhe um fuzil, passando ele a comandar toda a operação [de fuga]-. Em 14 de junho de 2019, o réu foi capturado em um shopping de Fortaleza (CE), em uma ação conjunta da Polícia Federal e das polícias militares da Paraíba e do Ceará.

Trechos da sentença destacam o poder de fogo do grupo e a liderança do condenado: -a organização criminosa é conhecida por utilizar armamentos pesados, de uso militar, para fazer frente a qualquer reação policial, fato que evidencia a posição de proeminência de Romário na referida organização-. Outro trecho aponta o comando do réu: -nos diversos registros de conversas entre o denunciado e terceiros, Romário é tratado por patrão ou chefe, o que corrobora a conclusão de que exerce atividade de liderança na organização-.

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