Foto: Paraibaonline
“O que falta no Brasil é uma política de gestão do que meramente trazer médicos do estrangeiro para o país”. Foi o que declarou o presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba, Tarcisio Campos durante a sessão especial, realizada nesta quinta-feira (23), na Assembleia Legislativa proposta pelos deputados José Aldemir (PEN) e Lindolfo Pires (Democratas)
A sessão contou com a participação de vários médicos da Capital que debateram com os deputados a contratação de médicos estrangeiros, sem revalidação de diplomas, como determina decreto da Presidência da República que prevê a vinda de seis mil profissionais de Cuba para atuarem no Brasil, através do Sistema Único de Saúde (SUS).
Conforme o sindicalista, Tarcísio Campos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha alega que o Brasil é carente de médicos por isso a necessidade de trazer profissionais do estrangeiro, mas no entendimento do movimento médico nacional e das entidades médicas essa é uma visão equivocada, pois o que na verdade está faltando para os médicos é estrutura para que eles se fixem nas cidades menores.
“Sem condições de trabalho um médico não se fixa e acho que nenhum profissional se submete a condições inferiores, inclusive a Ordem dos Médicos de Portugal já fez uma manifestação contrária a isso, ou seja, eles não querem vir para o Brasil nas condições que o governo está oferecendo”, explicou.
Segundo ele, o principal objetivo do Movimento Médico é dizer que nós não somos contra a vida desses profissionais, mas sim à proposta que o ministro da Saúde está trazendo que é fazer com que esses médicos venham atuar no Brasil sem fazer uma prova de avaliação.
“Com essa prova de avaliação a gente garante o mínimo de qualidade para que esses médicos quando forem atender a população no interior estejam capacitados para atender e, principalmente, com condições de trabalho”, disse.
Fonte: Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba)