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Anvisa tem maioria para manter proibida venda de cigarro eletrônico no Brasil

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A maioria dos diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em reunião nesta sexta-feira (19), votou por manter proibida a comercialização no Brasil dos cigarros eletrônicos, também conhecidos como vapes.

Ainda faltam os votos de dois diretores. Até as 17h11, haviam votado Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa e relator, e os diretores Danitza Buvinich e Daniel Pereira.

Desde 2009, esses dispositivos não podem ser vendidos no país. Apesar disso, são facilmente encontrados no comércio ou online.

Relatório

Para embasar a discussão, a agência elaborou um relatório que avaliou o impacto no país da proibição nos últimos anos, além da situação em outros países em que a comercialização foi liberada. O documento faz as seguintes considerações:

Aumento do fumo entre os jovens: nos países em que foram liberados, como Estados Unidos e Reino Unido, houve um aumento do fumo entre adolescentes e crianças, o que tem gerado uma crise de saúde e um movimento a favor da revisão da liberação.

Potencial de dependência: um dos argumentos da indústria é o de que o cigarro eletrônico seria menos viciante e, por isso, uma alternativa ao tabagismo. No entanto, as pesquisas recentes apontam que não é fato. Os vapes podem entregar até 20 vezes mais nicotina que o cigarro comum.

Ausência de estudos no longo prazo: Não há estudos que mostrem os riscos e efeitos no longo prazo. Um dos pontos de preocupação é a evali, lesão pulmonar que pode levar à morte em um curto espaço de tempo e é causada pelas substâncias presentes nos cigarros eletrônicos. Nos EUA, foram ao menos 70 casos de morte pela doença.

Impactos na política de controle do tabaco: o Brasil é referência no combate ao tabagismo, doença descrita para quem tem a dependência de cigarro. Um dos riscos analisados pela agência foi o aumento do consumo de tabaco no país com os cigarros eletrônicos.

Como votaram os diretores

Antonio Barra Torres – A favor de manter a proibição.

Para embasar seu voto, o diretor-presidente da Anvisa e relator citou pontos como o cenário internacional de regulamentação do cigarro eletrônico, as manifestações da comunidade científica e a visão geral da consulta pública.

Barra Torres trouxe documentos como a publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de dezembro de 2023, que alerta que “a partir das evidências atuais, não é recomendado que governos permitam a venda de cigarros eletrônicos como produtos de consumo na prossecução de um objetivo de cessação”.

O diretor também listou os malefícios dos dispositivos eletrônicos, que podem causar lesões e até a morte, além de provocarem dependência.

Por fim, elencou novas medidas de combate à comercialização e ao consumo de cigarros eletrônicos – entre elas ações conjuntas com o Ministério da Educação para o desenvolvimento de práticas educativas sobre o tema e maior fiscalização para apreensão dos produtos.

Danitza Buvinich – A favor de manter a proibição.

Em seu voto, a diretora destacou que a possível liberação influenciar a iniciação de jovens no consumo do tabaco e ter um impacto negativo nas políticas de controle do tabagismo no Brasil.

“Destaco o aumento do risco da iniciação de jovens e adolescentes ao tabagismo, a alta prevalência de uso em países que permitem tais produtos, em especial por crianças, adolescentes e adultos jovens e ausência de estudos que comprovem que estes produtos provoquem menos danos à saúde”, afirmou Buvinich.

A diretora ainda sugeriu a alteração de parte do documento para que permita a importação dos dispositivos para fins de pesquisa. A proposta foi aceita pelo relator.

Daniel Pereira – A favor de manter a proibição.

O diretor elogiou o processo robusto de evidências levantadas pela agência sobre o tema, além do protagonismo do Brasil na luta para o controle do tabagismo.

Pereira também citou os danos ambientais, os potenciais riscos às políticas públicas de combate ao tabagismo e o provável aumento do contrabando em caso de aprovação da venda e uso do cigarro eletrônico.

O diretor levantou dúvidas a respeito da responsabilização dos autores de propagandas de cigarros eletrônicos e sugeriu um ajuste na redação deste ponto.

Ainda faltam votar os diretores Romison Mota e Meiruze Freitas.

Consulta pública

Na reunião desta sexta, foram exibidos diversos vídeos com a manifestação de participantes da consulta pública realizada pela agência sobre o tema.

Presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Mohamad Hamida foi um dos que defenderam a manutenção da proibição em razão do aumento do número de dependentes dos vapes.

A médica e pesquisadora Margareth Dalcolmo, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), alertou para os “danos absolutamente irreversíveis nos pulmões” causados pelos vapes. Segundo ela, trata-se de uma “invenção diabólica”, que “vai gerar uma legião de pacientes com doenças crônicas”

Também houve manifestações do lado de quem é a favor da regulamentação. Representante da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Huilder Magno de Souza argumentou que a regulamentação é necessária para que haja um controle sanitário.

Para Paulo Solmucci, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a regulamentação irá possibilitar a arrecadação de impostos.

Posição da indústria do tabaco

Os pontos do relatório da agência são refutados pela indústria, que defende a liberação sob os argumentos de redução de danos (porque as pessoas substituiriam os cigarros, com tabaco, pelo vape) e aumento na arrecadação de impostos (com a liberação do comércio).

A Philip Morris Brasil, uma das principais empresas do setor, diz que o produto já representa 36% de sua receita no exterior.

Em outra frente, o setor tenta aprovar um projeto de lei que da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) que propõe a permissão da venda e produção do produto no país. O projeto está no estágio inicial de tramitação, ainda pendente de votação em comissões.

Paciente relatou ‘graxa’ no pulmão após vape

O farmacêutico Arnaldo Machado é um dos pacientes que tiveram complicações graves após o uso de cigarros eletrônicos. Ele passou um mês e meio na UTI entre a vida e a morte.

“Eu tive um colapso, meu pulmão parou e aí eu passei a jornada mais cruel da minha vida por conta de um aparelho que hoje eu vejo milhares de pessoas fazendo o uso. Esse aparelho mata, esse aparelho tira vida, não deveria nem estar sendo discutida a possibilidade de ele ser legalizado”, conta.

Machado tinha uma rotina saudável e se surpreendeu com a rapidez com que ficou doente por causa do cigarro eletrônico. Ele nunca tinha fumado cigarro comum antes de ter acesso ao cigarro eletrônico e achava que, por conta da essência de menta, não seria algo prejudicial.

Após sair da UTI, Machado ainda teve que passar meses na fisioterapia para a reabilitação e voltar a ter uma vida normal.

No Brasil, há nove casos registrados de evali de 2019 a 2020, segundo a Anvisa, No entanto, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia alerta que a doença é subnotificada. Ou seja, há um número oficial de casos menor que a realidade. Isso porque, no país, a notificação de casos é voluntária e não compulsória.

G1

HOJE: Prefeito Josmar inaugura Unidade Básica de Saúde em Itatuba

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Você está convidado para participar da cerimônia de inauguração da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF VI) – Josenalva de Arruda Brito.

Data: 20 de abril Horário: 16h Local: Avenida José Alves de Araújo Rêgo, centro

É com satisfação que anunciamos a entrega desta nova Unidade Básica de Saúde, que representa mais um passo em direção à melhoria dos serviços de saúde em nossa comunidade.

Sua presença é importante para nós. Contamos com você!

‍⚕️ Secretaria Municipal de Saúde, Cuidando de Você!

Mulher que levou cadáver a banco se livra de ação e ganha pensão

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Uma mulher acusada de levar o cadáver do então companheiro, de 92 anos, a uma agência bancária de Campinas, no interior paulista, para sacar dinheiro da conta dele conseguiu se livrar de uma denúncia na Justiça e ainda conquistou o direito de receber pensão.

O caso envolvendo Josefa de Souza Mathias, hoje com 61 anos, ocorreu em outubro de 2020. Ela levou o policial civil aposentado Laércio Della Colleta, com quem vivia havia mais de 10 anos, a uma agência do Banco do Brasil no centro da cidade, em uma cadeira de rodas, amarrado na cintura com um lençol.

Apesar da semelhança, o caso de Josefa tomou um rumo diferente do episódio envolvendo Érika de Souza Vieira Nunes, que foi presa após ser flagrada levando o tio, aparentemente morto, a uma agência bancária da zona oeste do Rio de Janeiro, na última terça-feira (16/4), para fazer um empréstimo de R$ 17 mil em nome dele.

Morto há 12 horas

Em depoimento à polícia, Josefa disse que levou Laércio ao banco para realizar prova de vida a fim de conseguir a senha da conta bancária do companheiro, que havia perdido a sequência. Ela afirmou que o idoso estava vivo naquela manhã do dia 2 de outubro e começou a passar mal dentro da agência, vindo a falecer.

A segurança do banco acionou o Corpo de Bombeiros, que tentou reanimar o idoso, mas constatou que ele já estava morto. Um dos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atendeu a ocorrência ficou desconfiado porque o corpo já estava com rigidez.

Dois vizinhos que acompanharam o casal até a agência afirmaram que Laércio reclamava de dor antes de sair de casa e que começou a “babar” e “ficar amarelo” no caminho até o banco, mas Josefa não quis levá-lo ao hospital. O exame pericial, contudo, apontou que o policial aposentado havia morrido na noite anterior.

Josefa também deixou a polícia desconfiada porque, segundo testemunhas, ela subiu para o segundo andar da agência com o intuito de tentar fazer o desbloqueio da senha, enquanto o companheiro estava debilitado na cadeira de rodas, e não apresentou procuração para movimentar a conta em nome dele.

Aos policiais, ela também apresentou duas versões sobre a última vez em que falou com o então companheiro. Em uma delas, disse que conversaram na manhã em que foram ao banco. Na outra, o papo teria ocorrido na noite anterior. Diante disso, foi indiciada por estelionato e vilipêndio de cadáver (desprezar ou humilhar corpo).

Caso arquivado e direito a pensão

Três meses depois, contudo, em janeiro de 2021, a promotora Daniela Merino, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), solicitou o arquivamento do caso.

De acordo com ela, Laércio teve morte natural e Josefa “jamais conseguiria movimentar a conta da vítima” porque não tinha uma procuração para isso, como foi confirmado pelo banco.

“Trata-se, então, de crime de furto mediante fraude cuja consumação, da forma como pretendia a investigada, se mostra impossível”, ressaltou a promotora.

Além disso, Daniela Merino destacou o fato de Laércio não ter herdeiros e de Josefa ser companheira dele, com união estável firmada um ano antes, o que a tornaria beneficiária do dinheiro na conta do aposentado.

Sobre o crime de vilipêndio de cadáver, a Promotoria também descartou a acusação, alegando que, “apesar de reprovável”, a conduta de Josefa “não caracteriza crime”. “O cadáver foi transportado, mas nenhum outro ato de ultraje foi praticado.”

Após a denúncia ser retirada, Josefa entrou com uma ação na Justiça e garantiu o pagamento de uma pensão por morte, de R$ 5,8 mil, além de receber um retroativo de R$ 191 mil.

Com informações Metrópoles

URGENTE: assalto a mão armada na loja do Paulista, centro de Ingá

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Imagens nas redes sociais mostram dois bandidos armados agindo em plena luz do dia no centro de Ingá, onde roubaram celulares e moto do proprietário da Loja do Paulista.

Ministério Público investiga compra de medicamentos vencidos pela Prefeitura de Esperança

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Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu uma investigação para apurar a suposta compra de medicamentos vencidos pela Prefeitura de Esperança.  O procedimento preparatório é coordenado por Ana Grazielle Araújo Batista de Oliveira, promotora de justiça do município. A portaria de instauração do procedimento foi divulgada na edição do Diário Oficial da instituição desta sexta-feira (19).

Conforme verificou o ClickPB, órgão fiscalizador instaurou o procedimento preparatório com o objetivo de investigar a ocorrência de aquisição de medicamentos vencidos pela Prefeitura de Esperança.  O município foi notificado e deve apresentar documentos solicitados pelo Ministério Público, além disso, servidores devem prestar depoimentos sobre o caso.

Prefeitura de Esperança vai gastar R$ 1,7 milhão na compra de material de construção

Prefeitura de Esperança, município do Agreste paraibano, vai gastar R$ 1.772.915,28 na compra de material de construção. O gasto está descrito na edição deste sábado (9) do Diário Oficial do Estado (DOE).

Como verificado pelo ClickPB, a Prefeitura justificou a compra alegando que os materiais serão usados na manutenção de imóveis. Além disso, também alegou que a compra servirá para atender à demanda da Secretaria de Obras.

ClickPB

INSCRIÇÕES PRORROGADAS PARA O CONCURSO PÚBLICO DE SALGADO DE SÃO FÉLIX

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As inscrições para o concurso público de Salgado de Salgado de São Félix foram prorrogadas até o dia 28 de abril, com 91 vagas disponíveis em diversas áreas e com salários de até R$ 5.000,00.

A inscrição pode ser realizada no site da Ápice Consultoria (www.apiceconsultoria.com) e o pagamento do boleto de inscrição poderá ser efetuado até o dia 29 de abril. As provas estão previstas para o dia 26 de maio de 2024.

VAGAS DISPONÍVEIS:
* Agente administrativo
* Assistente social
* Atendente terapêutico escolar
* Auxiliar de consultório dentário
* Auditor fiscal
* Bibliotecário
* Coveiro
* Cuidador escolar
* Eletricista
* Enfermeiro – PSF
* Farmacêutico
* Fisioterapeuta NASF
* Fisioterapeuta plantonista
* Fonoaudiólogo NASF
* Médico cardiologista
* Médico do trabalho
* Médico endocrinologista
* Médico ginecologista/obstetra
* Médico pediatra
* Motorista B
* Motorista D – Saúde
* Nutricionista NASF
* Operador de máquinas
* Odontólogo PDF
* Porteiro escolar
* Procurador
* Professor da educação inclusiva
* Professor de educação física
* Professor de inglês
* Professor polivalente
* Psicólogo
* Psicólogo para educação
* Psicopedagogo
* Técnico de segurança do trabalho
* Técnico em radiologista
* Terapeuta ocupacional
* Técnico em laboratório
• Tratorista

Com presença do governador, SEBRAE-PB premia prefeituras empreendedoras na PB

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O SEBRAE-PB realizou, nesta quinta-feira (18), a entrega do prêmio Prefeitura Empreendedora. Ao todo, foram 44 projetos inscritos disputando a etapa estadual da premiação em dez categorias com premiação para o primeiro e segundo lugar.

O evento realizado na casa de eventos Brunelle  contou com a presença do governador João Azevêdo que defendeu que esse tipo de premiação seja fortalecida com a ampliação de prefeitos participantes.

“Eu parabenizo o Sebrae exatamente por fazer esse trabalho de reconhecimento da necessidade real desse país empreender cada vez mais”, disse o chefe do Poder Executivo Estadual.

Para o diretor do SEBRAE-PB, Luiz Alberto, o prêmio tem a importância de reconhecer as boas práticas e práticas de excelências e do empreendedorismo no campo das gestões municipais.

“Uma gestão voltada para olhar para as pessoas e fazer com que elas possam se desenvolver onde estão. Que não precisa migrar para outro campo para desenvolver e ter qualidade de vida. Que busque simplificar os processos e busque apoiar o empreendedor”, destacou.

O presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (FAMUP), George Coelho, assegurou que valorizar as boas práticas promove o desenvolvimento das cidades.

“Colocar aquilo que os gestores e empreendedores têm de melhor. Isso leva renda, conhecimento e aquilo que queremos potencializar e promover a dependência dos municípios”, destacou.

O prefeito de Caaporã, Cristiano Monteiro, que foi um dos premiados, agradeceu o reconhecimento. Ele implantou o “Caaporã Investe” durante sua gestão.

“Hoje estamos recebendo o reconhecimento do SEBRAE por a gente ter colocado esse projeto dentro da cidade de Caaporã para gerar emprego e renda para no nosso povo.

Oriente Médio está à beira de uma guerra regional, alerta chefe de política externa da UE

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O principal diplomata da União Europeia (UE) alertou nesta quinta-feira (18) que o Oriente Médio está à beira de uma guerra regional e que os líderes europeus devem pedir a Israel uma “resposta contida” aos ataques aéreos do Irã no fim de semana.

O Irã lançou um ataque histórico em retaliação a um suposto bombardeio israelense ao consulado iraniano na Síria no início deste mês.

“Não podemos escalar. Não podemos ir passo a passo respondendo cada vez mais até chegarmos a uma guerra regional”, disse Josep Borrell ao chegar a Itália para uma reunião com os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7.

“Isso [a guerra regional] enviará ondas de choque para o resto do mundo, mas particularmente para a Europa.”Borrell disse que “o apoio humanitário aumentou muito pouco” para Gaza e que a ajuda que chega ao enclave foi “muito insuficiente”.

Os seus comentários foram feitos um dia depois de o Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Cameron, ter instado as maiores economias do mundo a coordenar sanções contra o Irã, para mostrar uma “frente unida”.

A UE anunciou que iria ampliar as sanções contra o Irã na sequência do ataque da República Islâmica

“Decidimos implementar sanções contra o Irã, é um sinal claro que queremos enviar”, disse o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, na quarta-feira, numa reunião de cúpula da UE.

Os EUA também planejam impor novas sanções contra o Irã após o seu ataque.

CNN Brasil

Após pedido da defesa, Gaeco dá parecer favorável para Padre Egídio ir para prisão domiciliar

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O Padre Egídio de Carvalho Neto, acusado de desviar milhões do Hospital Padre Zé, poderá passar a responder pela situação em prisão domiciliar.

Conforme apurou o ClickPB, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado(Gaeco) emitiu parecer favorável a um pedido da defesa do religioso para que o mesmo pudesse responder aos processos relativos ao caso Padre Zé fora do presídio especial do bairro Valentina Figueiredo.

Segundo o Gaeco, “é possível verificar a existência de um quadro de saúde que merece cuidados além daqueles possíveis de serem prestados dentro da unidade prisional onde o acusado se encontra recolhido”.

Caso vá para prisão domiciliar, que será decidida pela justiça, Egídio deverá usar tornozeleira eletrônica.

O padre está internado em um hospital particular desde o último sábado, após passar mal.

De acordo com informações obtidas pelo ClickPB, ele passou por laparotomia, segundo consta no boletim do Hospital Alberto Urquiza Wanderley, da Unimed.

RELEMBRE: Padre Egídio e desvios de mais de R$ 100 milhões no Hospital Padre Zé

A prisão de Padre Egídio ocorreu após operação do Gaeco, em 17 de novembro de 2023, por meio da operação ‘Indignus’, realizada de forma conjunta entre o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado –(Gaeco) do Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB), Polícia Militar da Paraíba e pela Polícia Civil da Paraíba.

Conforme acompanhou o ClickPB, a operação teve como objetivo apurar os fatos que indicam possíveis condutas criminosas ocorridas no âmbito do Instituto São José, do Hospital Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana (ASA).

Segundo as investigações, há indícios de desvios de recursos públicos destinados a fins específicos, por meio da falsificação de documentos e pagamento de propinas a funcionários vinculados às referidas entidades.

Ao longo de pouco mais de 10 anos, os desvios no Hospital Padre Zé e na ASA teriam chegado a mais de R$ 140 milhões, conforme aponta até o momento as investigações da força-tarefa.

O suposto esquema montado pelo padre Egídio teria bancado desde vinhos no valor de R$ 1,500 à imóveis de luxo na beira-mar de João Pessoa.

ClickPB

Em resposta ao STF, Senado aprova a PEC que criminaliza porte e posse de droga

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O plenário do Senado aprovou nessa terça-feira (16) a Proposta de emenda à Constituição (PEC) que criminaliza a posse e o porte de qualquer quantidade de droga ilícita.

De autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a proposta é vista como uma resposta ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.

Por ser uma emenda à Constituição, o texto passou por duas votações. Na primeira, obteve 53 votos a favor e 9 contra. Na segunda votação, a ampla maioria se manteve, com 52 votos a favor e 9 contra. Agora, o texto será enviado para a análise da Câmara dos Deputados.

A PEC adiciona ao artigo 5º da Constituição o texto afirmando que “a lei considerará crime a posse e o porte, independentemente da quantidade, de entorpecentes e drogas afins sem autorização”.

Na CCJ, o relator, senador Efraim Filho (União-PB), incorporou uma emenda no texto para garantir que haja uma distinção clara entre traficantes e usuários de drogas. Ele acatou a sugestão do senador Rogério Marinho (PL-RN) de que essa diferenciação seja baseada nas circunstâncias específicas de cada caso. Quem vai determinar a diferença entre usuário e traficante é a polícia.

O parecer de Efraim também especifica que os usuários de drogas devem ter penas alternativas à prisão e receber tratamento para a dependência química. Nesses casos, a legislação atual já prevê medidas como advertências sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade e participação em programas educativos, sem necessidade de prisão.

Segundo o relator, a descriminalização leva “à explosão da dependência química”. “A sociedade brasileira não quer e o Estado Brasileiro não está preparado para experimentar essa aventura”, completou.

Em debate no plenário, senadores divergiram sobre a proposta. Enquanto a oposição recomendou a aprovação do texto, o governo, embora seja contrário à proposta, optou por não fazer uma orientação formal aos parlamentares quanto à votação da PEC. “Não será entupindo as cadeias do Brasil que vamos resolver [o problema das drogas]. Essa não é a solução”, se limitou a dizer o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

O senador Lucas Barreto (PSD-AP), defendeu a aprovação da PEC. “Nem o porte e muito menos o plantio de qualquer quantidade de maconha, ou qualquer outra droga ilícita, idealmente, não deveriam ser permitidos sob nenhum pretexto, pois desencadeia um processo em escala logarítmica de aumento da base do consumo, principalmente entre jovens”, afirmou.

Para o senador Eduardo Braga (MDB-AM), o Brasil não está preparado para descriminalizar qualquer quantidade de maconha.

“Toda maconha existente no mercado marginal na nação brasileira tem uma única origem, o crime – o crime. Portanto, aquele que estiver portando 10, 20, 30, 40, 50, 60g de um produto que é de origem criminosa está contaminado pelo crime tal qual aquele que transporta 60, 70, 80, 90 ou 1 tonelada. A diferença é nenhuma. Ah, existe, sim, uma diferença. Um é usuário, o outro é traficante. Ora, mas o usuário acabou de financiar o traficante para poder ter aquela limitada quantia de maconha ou de droga ilícita”, afirmou.

O senador Humberto Costa (PT-PE) criticou o tom do debate, descrevendo como algo próximo a uma histeria, e enfatizou a importância de um diálogo mais racional e ponderado.

“A superlotação das prisões, inclusive com jovens, tem feito é ampliar o exército recrutado nas prisões para trabalhar a serviço das organizações criminosas. Nós deveríamos estar discutindo a política de drogas com medidas de tratamento e de redução de danos acessíveis a quem precisa, mas estamos criminalizando. Falo como psiquiatra que sou, que já trabalhou durante um largo período com dependentes de álcool e de outras drogas”, defendeu.

Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), o Parlamento deveria ter clareza de que “o dependente químico precisa ser tratado pelo sistema de saúde e não pelo sistema prisional brasileiro”.

“O que está sendo feito hoje aqui, essa votação, vai tratar dependente químico como potencial morador do sistema prisional brasileiro e mais vai botar um monte de gente na cadeia que vai ficar estigmatizada. Já é pobre, já é preto, já tem uma série de discriminações sofridas e ainda vai ter a ficha de que foi preso por tráfico. Essa pessoa não vai conseguir emprego, essa pessoa vai entrar no lugar que a gente pode chamar de universidade do crime”, disse.

STF discute sobre gramas de maconha

O porte de drogas para consumo próprio também está sendo analisado pelo STF. No entanto, um pedido de vista no último dia 6 fez com que o julgamento fosse suspenso. Até agora, cinco votos consideram inconstitucional criminalizar o porte de maconha para uso pessoal.

Os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Rosa Weber (aposentada) e Luís Roberto Barroso concordam que ter até 60 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas é considerado consumo pessoal. O ministro Edson Fachin também considera inconstitucional, mas não especifica uma quantidade, pois acha que é responsabilidade do Legislativo determinar os limites.

Os outros três votos apoiam a regra da Lei de Drogas. Os ministros Cristiano Zanin e Nunes Marques estabelecem 25 gramas ou seis plantas fêmeas como quantidade para caracterizar o uso. André Mendonça define a quantidade como 10 gramas. Faltam os votos de Dias Toffoli, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Portal Correio