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Indicado para a Petrobras descarta intervenção no preços dos combustíveis

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O senador Jean Paul Prates (PT-RN), indicado por Lula como presidente da Petrobras, disse que não haverá intervenção nos preços dos combustíveis e que os valores serão vinculados internacionalmente “de alguma forma”. A fala, nesta quarta-feira, ocorre após ele afirmar na semana passada que iria revogar a política de preços da Petrobras, promessa de campanha de Lula. Essa política de preços vincula o mercado doméstico ao valor do dólar e do barril de petróleo.

 

— Nunca ninguém falou em intervenção. O mercado é aberto e a importação está aberta — disse, no Palácio do Planalto. — A Petrobras não faz intervenção em preços. Ela cumpre o que o mercado e o governo criam de contexto. A Petrobras reage a um contexto. A gente vai criar uma política de preços para os nossos clientes.

 

Prates disse que há uma diferença entre “paridade de importação”, aplicado hoje pela Petrobras, e “paridade internacional”.

 

— Uma coisa é ter o internacional como referência, outra coisa é se guiar pelo preço de uma refinaria estrangeiro mais o preço para chegar até aqui — afirmou. — Todo o preço será vinculado internacionalmente de alguma forma.

Ele disse que o preço será do “mercado brasileiro”, composto por produção nacional e importada. Para ele, o preço precisa refletir a produção doméstica e a importação.

 

— Então nós temos que ter um preço que reflita o fato de a gente produzir no Brasil. Não tem porque se assustar com isso.

 

Prates deu como exemplo os preços da Reduc, refinaria da Petrobras em Duque de Caxias.

 

— Uma coisa é a oscilação geral do diesel. Outra coisa é dizer que na Reduc, em Duque de Caxias, tem que praticar no mínimo o preço de Rotterdam mais o preço do navio para trazer ele, mais o duto. Sendo que esse diesel foi produzido ali. Isso faz com que sempre esteja praticando o preço como se tivesse importando tudo que consome. É uma simulação que não reflete a realidade — criticou.

 

Prates já defendeu, durante a campanha, a adoção de preços de referência regionalizados como política do governo. Isso seria discutido, segundo ele, no âmbito governamental, como na Agência Nacional de Petróleo (ANP).

 

O senador também voltou a defender a formação de uma conta de estabilização dos preços dos combustíveis para momentos de crise.

 

— Quando tem um preço muito alto, as receitas governamentais com petróleo sobem. Esse excedente é devolvido para o cidadão na forma de um subsídio durante o período de crise.

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MEI terá novo valor de contribuição; entenda

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A contribuição mensal dos Microempreendedores Individuais (MEIs) é calculada com base no salário mínimo. Com o reajuste neste mês, a contribuição previdenciária passará a ser de R$ 66 (5% do salário mínimo), considerando o valor de R$ 1.320, que ainda deve ser oficializado por meio de uma medida provisória.

Já o MEI Caminhoneiro pagará R$ 158,40 de contribuição previdenciária (12% do salário mínimo).

Junto com a contribuição previdenciária, o MEI que exerce atividades sujeitas ao ICMS pagará adicionalmente R$ 1 (se desenvolver atividades de comércio e indústria). Já aquele que exerce atividades sujeitas ao ISSQN (prestador de serviços) pagará mais R$ 5. No caso de ter de pagar os dois impostos, o valor sobe para R$ 6.

Assim, com os impostos, o MEI pagará mensalmente entre R$ 67 e R$ 72 – a depender da sua atividade. Já o MEI Caminhoneiro pagará mensalmente entre R$ 159,40 e R$ 164,40.

O novo salário mínimo, que passará de R$ 1.212 para R$ 1.320, foi aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro de 2022. Mas ainda é necessário que o valor seja oficializado pelo governo e publicado no “Diário Oficial da União”.

 

O novo salário mínimo representa um aumento de R$ 108 em relação ao piso nacional do ano passado (R$ 1.212), alta de quase 9%.

 

Esse novo valor de contribuição mensal dos Microempreendedores Individuais (MEIs) será calculado automaticamente no momento da emissão Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

 

Para que serve a contribuição

 

O Sebrae alerta que é por meio do pagamento em dia do DAS que o MEI garante benefícios previdenciários como aposentadoria por idade, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-reclusão, pensão por morte e salário-maternidade.

 

O documento vence todo dia 20 de cada mês. O novo valor valerá para o pagamento da competência de janeiro de 2023, que vence no dia 20 de fevereiro.

 

Para emitir, o MEI deverá acessar a seção “Já Sou MEI” do Portal do Empreendedor e escolher a opção “Pague sua contribuição mensal”. Há três formas de pagamento disponíveis: débito automático, pagamento online ou boleto de pagamento.

 

Os sistemas estão sendo atualizados para que as guias relativas ao ano de 2023 já tragam os novos valores de pagamento mensal, informou o Sebrae.

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ITAGIBA: Navio brasileiro afundado por nazistas em 1942, tinha na tripulação o jovem Eurides Garcia

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    Talvez tenha sido ele uma das personalidades mais influente e respeitada no mundo sombrio da política ingaense. Presidente do Partido PMDB por 20 anos, vice-prefeito de Ingá na administração de Wellington Barbosa, patrocinador da cultura local, de Brejo do Cruz de nascimento, porém ingaense de coração – Eurides Garcia, ou melhor: O Major Eurides, resguarda nas lembranças e nas memórias do povo ingaense, um lugar de respeito e até gratidão.

    E, eu, como ingaense que sou, não faria exceção a regra. O primeiro contato que tive com o Major Eurides, foi no ano de 1989, quando ele nos recebeu, eu e meus colegas de classe em seu Sítio Padre Cícero, para nos dar uma entrevista. A entrevista fazia parte de uma tarefa escolar, mas também serviria (segundo Dona Toinha, na época minha professora de 4ª Série) como informação ou dados, que foram usados no livro “Uma história de Ingá”, tendo como organizadora Rossana de Souza Sorrentino.

    Da entrevista eu lembro que ele respondeu a uma das nossas perguntas, com a seguinte resposta: Ainda viva na minha memória:

“O Ingá não vai pra frente, não se desenvolve, porque quando seus filhos melhoram de vida, enricam, saem daqui. Lhe abandona”. (Eurides Garcia).

    Como cidadão, seu Eurides Garcia saciou muita fome! E como sei disso? Sei porque ouvi da boca dos acudidos.

    Em conversa recente com a professora Jacira Garcia, via WhatsApp, uma das filhas de Eurides Garcia, ela relata o caso:

“Apesar de se dizer ateu, a imagem de Nossa Senhora de Fátima que tem na Igreja Central foi ele que presenteou após escapar de um grave envenenamento com agrotóxicos, a mandou buscar no Recife acredito próximo a 1956. E o sítio dele se chama rancho Padre Cícero e deu muita passagem para romeiros ir até o Ceará. (Prof. Jacira Garcia; 2023).


Papai nasceu em Brejo do Cruz , depois nosso avô foi para areia e de lá após a revolução de 30 , que ele se envolveu , saiu de Areia e foi para o Ingá. Papai chegou  ao Ingá próximo a 12 anos de idade .

Quanto a ele ter ido para o Estado da Guanabara ( Rio de Janeiro) ser militar …eu não sei o motivo . Sei que os anos que esteve lá  e no próprio exército aprendeu a manipular medicamentos homeopáticos e dar injeções etc . Quando retornou ao Ingá definitivo, abriu uma farmácia por uns 7 anos, que ficava atraz da atual prefeitura .(Prof. Jacira Garcia; 2023).

    Lembrei dele por estes dias, e até liguei para Vavá da Luz, seu sobrinho, para saber mais do Major. Ele me indicou dona Jacira. Fui forçado a lembrar de seu Eurides Garcia, viciado confesso em leitura de jornais de época que sou, quando lia jornais e revistas nacionais da década de 1940, que traziam notícias sobre o evento da Segunda Guerra Mundial e o afundamento por torpedeamento nazista, do Navio Itagiba na costa nordestina do litoral brasileiro. Nesse evento catastrófico, para as vítimas e os heróis envolvidos, encontrava-se como soldado, tripulante do Itagiba, o jovem Eurides Garcia. Sobre o evento que envolve o afundamento do Itagiba, a Revista Marítima Brasileira (RJ) de 1942, nos traz a seguinte matéria:

No detalhe marcado da imagem, o soldado da Marinha brasilira, Eurides Garcia. Fonte: Revista O cruzeiro de 1942.INOMINÁVEL ATENTADO CONTRA O BRASIL

Afundados por submarinos do eixo os vapores “Baependí”, “Aníbal Benévolo”, “Araraquara”, “Itagiba” e “Arará”

O Departamento de Imprensa e Propaganda fez publicar, no dia 18 de Agosto, o seguinte comunicado:

“Pela primeira vez, embarcações brasileiras, servindo o tráfego das nossas costas no transporte de passageiros e cargas de um Estado para outro, sofreram o ataque dos submarinos do Eixo. Nestes três últimos dias entre a Baía e Sergipe foram afundados os vapores Baependi e Aníbal Benévolo, do Lloyd Brasileiro e Araraquara, do Lloyd Nacional S. A.. O inominável atentado contra indefesas unidades da Marinha Mercante de um país pacífico, cuja vida se desenrola à margem e distante do teatro da guerra, foi praticado com desconhecimento dos mais elementares princípios de direito e de humanidade. Nosso país, dentro de sua tradição, não se atemoriza diante de tais brutalidades e o Governo examina quais as medidas a tomar em face do ocorrido. Deve o povo manter-se calmo, confiante na certeza de que não ficarão impunes os crimes praticados contra a vida e os bens dos brasileiros”.

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“Em complemento à nota distribuida pelo Governo, cabe ajuntar que mais dois vapores brasileiros, o Itagiba e o Arará, acabam de ser também torpedeados, por submarinos do Eixo, à altura do litoral da Baía.

Cumpre ainda esclarceer que a bordo do Baependí seguia para o Nordeste parte de uma unidade do Exército, com reduzido efetivo em praças, das quais apenas algumas poucas eram reservistas convocados, não tendo portanto fundamento as noticias propaladas sobre elevadas perdas militares a lamentar”.

Esse inominável atentado que se verificou nos dias 15 e 16 de Agosto do ano em curso, sacudia de justificada indignação a Nação Brsaileira. Mais de 600 vidas foram sacrificadas, traiçoeira e deshumanamente, numa agressão que em nada aproveita aos agressores, porisso que, utilizados no transporte de passageiros, entre portos nacionais, os nossos navios conduziam velhos, senhoras e crianças, além de pequenos contingentes da Fôrça Federal que se deslocavam de uma para outra guarnição, e que não podiam, de forma alguma, constituir objetivos de ordem militar.

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Damos a seguir as características dos cinco navios afundados:

 

 “ANÍBAL BENÉVOLO”

Aníbal Benévolo, era um antigo barco alemão.

Mudou quatro vezes de nome, tendo navegado primeiro com o de Júpiter e passando a chamar-se mais tarde Rui BarbosaComandante Alvim e, finalmente Aníbal Benévolo.

Essa unidade do Lloyd Brasileiro estava armada em escuna também para a navegação de cabotagem, tendo sido registada. na Capitania do Porto do Rio-de-Janeiro em 1910, sob o número 195.

Construído em Hamburgo, nos estaleiros de Schiffbau Reiherstieg deslocava o Aníbal Benévolo 1905 toneladas de registo, por 984 líquidas.

Media 82 metros e 250 de comprimento, por 11.550 de bôca, 5.930 de pontal e 3.810 de calado.

Sua equipagem era constituída de 69 homens, tendo o navio capacidade para o transporte de 160 passageiros. Sua velocidade máxima sendo de 13 milhas, desenvolvia normalmente 10.

 

“BAEPENDÍ”

 

O Baependí, ex-Tijuca era um navio de 3.066 toneladas de registo, com tripulação de 40 homens.

Fôra armado em iate nos estaleiros de Hamburgo, para a navegação de grande curso e registado na Capitania do Pôrto em 1917, sob o número 290, sendo incorporado à frota do Lloyd Brasileiro.

Suas dimensões eram: — 111 metros e 483 centímetros de comprimento, por 14,102 de bôca, 8,323 de pontal e 8,250 de calado.

Desenvolvia o Baependí a velocidade máxima de 12 milhas horárias, por 11 milhas de marcha econômica.

 

“ARARAQUARA”

Araraquara era um navio armado em iate, para a navegação de grande cabotagem e pertencia à frota dos Ara, do Lloyd Nacional.

Fôra construído na Itália, nos estaleiros de Cantieri Navale, em Trieste e registado na Capitania do Pôrto do Rio-de-Janeiro em 1937, sob o número 42.

Deslocava 4.871 toneladas de registo, por 2.974 líquidas, medindo 117 metros e 970 centímetros de comprimento, por 16,379 de bôca, 7,440 de pontal e 5,410 de calado. Sua velocidade máxima era de 12 milhas horárias e a econômica de 10 milhas.

A equipagem dêsse navio, um dos mais rápidos da mencionada frota, compunha-se de 41 homens.

 

“ITAGIBA”

Armado em escuna, movido a motor de óleo crú, o Itagiba é também um navio de longa cabotagem, para passageiros e carga. Registado em 1915, na Capitania do Pôrto do Rio-de-Janeiro sob n. 236, foi construído na Inglaterra, cidade de Troon, estaleiros do Alisa S. B. & Co. Ltda. Tonelagem bruta 2.055 toneladas.

Seu comprimento era de 87.550. De bôca tinha 13.070, de pontal, 5.610, de calado, 4.090. Sua velocidade máxima era de 10 milhas e econômica, de 8. Sua equipagem de 63 homens. Tinha capacidade para 189 passageiros. Pertencia à frota da Companhia Nacional de Navegação Costeira.

“ARARÁ”

Arará, também torpedeado, já, mudou de nome várias vezes, ex-Serra-Azul, ex-Providência, ex-BosTaco, armado em escuna, para navegação de grande cabotagem e carga. Foi registado em 1938 na Capitania do Pôrto do Rio-de-Janeiro, sob n. 401. Construído em New Castle on Tyne, na Inglaterra, nos estaleiros de Hawthorn, de Leslie & Cia. Ltda., deslocava 1.075 toneladas brutas e 655 de registo. De comprimento, media 73.260, de bôca, 17.550, de pontal, 3960, e mantinha o calado de 2.800. Sua velocidade máxima era de sete milhas e a econômica de 5. Sua tripulação era de 28 pessoas e comportava 33 passageiros. Pertencia ao Lloyd Nacional.

 

As unidades torpedeadas tinham as seguintes tripulações:

 

Aníbal Benévolo — Seus tripulantes eram os seguintes:

Henrique Mascarenhas Silveira, comandante; Manuel Duarte Cordeiro Filho, imediato; Hélio Correia de Oliveira, 1° pilôto; José Furtado Soares de Meireles, 2° pilôto; Matias Bandeira de Morais, 1° rádio; Hugo Pedro Krapp, 2° rádio; Osório França, médico; Sérvulo da Costa, conferente; Firmino Pereira da Silva mestre; Antonio de Almeida, carpinteiro; Júlio Alexandre de Carvalho, marinheiro; José Rodrigues dos Santos, marinheiro; Cristovão de Deus Oliveira, marinheiro; Amintas Ascendino dos Santos, marinheiro; João Joaquim Sérgio, marinheiro; Manuel Nunes da Silva, moço; José Antônio de Almeida, moço; José Bonfim da Hora, moço; Antônio Ferreira de Alcântara, moço; Francisco Fernandes, moço; Heliodoro de Holanda Cavalcante, 1° maquinista; Raimundo Lira de Azevedo, 2° maquinista; Mariano Costa, 3° maquinista; José Gonçalo Duarte Lira, 4° maquinista; Thiago José da Silva, c. foguista; Manuel Vieira dos Santos, c. foguista; Josaú de Brito, c. foguista; José Evaristo Gomes Filho, c. foguista; Valdemiro Pinheiro, c. foguista; Pedro Paulo Motra, foguista; Virgilio Pires, foguista; Inocêncio Alves dos Santos, foguista; João Laurentino da Silva, foguista; Olavo Pereira da Cruz, foguista; Zacarias Alves, carvoeiro; Anturos Manuel da Luz, carvoeiro; Inocêncio Severino dos Santos, carvoeiro; André Gomes de Sena, carvoeiro; Manuel Severino da Silva, carvoeiro; Calmon Ferreira da Silva, carvoeiro; Antonio Santana Ferreira, carvoeiro; Manuel Vangeloti, 1° comissário; Mauricio José Findenfeld, 2° comissário; Firmino Gomes da Silva, 1° cozinheiro; Aristides Matos dos Santos, 2° cozinheiro; Ernesto de Azevedo Silva, 2° cozinheiro; José Muniz de Oliveira, 3° cozinheiro; José Sousa, ajudante de cozinha; Carivaldo Francisco da Soledade, padeiro; Sérgio Clementino Bezerra, paioleiro; Guilherme Ribeiro, botequineiro; Oséias Gois, copeiro; José Marques da Costa, taifeiro; Jonio Alves de Barros, taifeiro; Carlos de Azevedo Coutinho, taifeiro; Edgar Silva Ramalho, taifeiro; Raimundo Ribeiro da Silva, taifeiro; Pedro Martins Fontes, taifeiro; Amaro Martins dos Santos, taifeiro; Antônio Franscisco dos Santos, taifeiro; Nivaldo Navarro de Morais, taifeiro; Manuel Fernandes da Silva, taifeiro; Antonio Castanheira, barbeiro; Jonas Manuel dos Santos, prat. de máquinas como passageiro até a Baía, conforme memorando n. 88, do D. N.

É possível que em outros portos tenha havido alguma alteração, que, até ontem, todavia, não tinha sido comunicada ao Lloyd Brasileiro.

 

“BAEPENDÍ”

 

Baependí deixou o pôrto do Rio-de-Janeiro com a seguinte tripulação:

João Soares da Silva, comandante; Antônio Diogo Queiroz, imediato; Alicio Borges Tavares, 1° pilôto; Frutuoso Emidio Chaves, 2° pilôto; Baltasar Santos Pereira, 1° rádio; Lidio Freire de Carvalho, 2° rádio; Wagner de Oliveira Braga, conferente; Stélio Peixoto de Azevedo, médico; Paecacio Calado, enfermeiro; Roberto Ferreira Salgado, contra-mestre; José Rodrigues Campelo, carpinteiro; Manuel Messias dos Santos, João Alves Caldas, Emidio Ferreira de Morais, Antonio Joaquim dos Santos, Eustaquio Dias dos Santos, marinheiros; Manuel Francisco da Silva Peloa, Raimundo Correia da Silva, Deoclides Gomes da Silva, Napoleão Ferreira Nobre, Henrique Francisco dos Santos, Cicero Sebastião da Silva, Arsenio José dos Santos, Augusto Caetano de Medeiros e Zacarias da Conceição, moços; Adolfo Artur Kern, 1.° maquinista; Manuel Lelis de Assunção, 2.° maquinista; Seabstião Moura de Andrade; 3.° maquinista; Daví Ferreira Gomes, 3.° maquinista; José Herculano Santos Dias, 3.° maquinista; Ernani Leví Paiva de Morais, 3.° maquinista; Aristides Francisco de Almeida, José Quintino dos Santos, João Alves da Silva, Júlio Gomes da Silva e Euclides Manuel do Nascimento, c. foguista; Antonio Pereira da Silva, Alfredo Cardoso da Silva e Francisco Cardoso da Silva, foguistas; Minervino Severiano de Souza, Raul Olímpio de França e Severino Feliz dos Santos, carvoeiros; Sebastião Ferreira Tarouquela, 1.° comissário; Mario Ferreira Barros, 2.° comissário; José Guerra, 2.° comissário; José Vicente da Silva, 1.° comissário; Heliodoro Lins Cavalcanti, 2.° cozinheiro; Antonio Luciano da Silva, 2.° cozinheiro; Arlindo Monteiro da Silva, 3.° cozinheiro; Luiz Vargas, ajudante da cozinha; José Correia de Melo, padeiro; Joaquim Jesús de Brito, paioleiro; Deocleciano Ramos da Silva, botequineiro; Eduardo Rodrigues Uchôa, copeiro; Maria José Ferreira, camareira; José Joaquim Esteve Filho, Joaquim Mendonça de Souza, Francisco Rodrigues de Farias, Manuel Messias dos Santos, Francisco Marques Cavalcanti, Luiz Vilanova, Manuel Ribeiro da Silva, José Mosqueira Gonzalez, Raimundo do Carmo Vidal, Joaquim Correia de Oliveira, José Bispo dos Santos, Ulisses Chagas da Silva, Antônio Torquato, Raimundo Cavalcanti da Silva e Manuel Ferreira Cavalcante, taifeiros; João Ribeiro de Souza, barbeiro; Clovis Brandão, pianista; Higino Severino Pessoa, baterista; Celso Andrade Pereira Lira, saxofonista

É possivel que em outros portos tenha havido alguma alteração, que, até ontem, todavia, não tinha chegado ao conhecimento do Lloyd Brasileiro.

 

“ARARAQUARA”

Era a seguinte a tripulação do Araraquara: Lauro Teixeira de Freitas, comandante; João Fernandes Bio, imediato; Milton Fernandes da Silva, 1.° pilôto; Benedito Iunes, 2.° pilôto; João Vassalo de Barros, 2.° pilôto; Jaime Teixeira de Freitas, prat. pilôto; Dr. Carlos Ramos de Azambuja, médico; Odilon Muniz Barreto, 1.° rádio; Carlos Saraiva Alonso, 2.° rádio; José Martins Reis Júnior, contra-mestre; Otacilio Gomes da Silva, carpinteiro; marinheiros: José Rufino dos Santos, Francisco José dos Santos, Manuel Francisco da Silva, Manuel Martins de Souza, Melchisedeck de Carvalho, Luiz Gonzaga Freire, João Ferreira dos Santos; moços: Mário Gomes da Silva, Sebastião Simões dos Anjos, Jaime Gomes Pinto, Pedro da Mota Silveira, Esmerino Elias Siqueira, João Dias Pinto, Vlademiro Matos, Cristovão Machado; 2.° maquinista, Erotildes Bruno de Barros, 3.° maquinista; Manuel Serejo Linhares, 3.° maquinista; Amaro Antunes de Almeida, 3.° maquinista; Aurelio Delgado Seviço, 3.° maquinista; Luiz Rangel da Silva, 3.° maquinista; Manfredo Bezerra, 3.° maquinista; José Farias da Paixão, 3.° maquinista; Graciliano M. Assunção, prat. maquinista; Acácio de Souza Machado, eletricista; Olegário de Souza Júnior, 2.° eletricista; Pedro Vieira, cabo-calderinha; Abdon Corcino de Medeiros, cabo-foguista; Henrique Guedes de Moura, foguista, Moisés Joaquim de Oliveira, foguista; Santino Vicente, foguista; Vicente Ferreira da Silva, foguista; José Alves de Melo, carvoeiro; Francisco Freitas Barbosa, carveiro; Enock Sandes Oliveira e Silva, 1.° comissário; Pascoal Visconti, 2.° comissário; Francisco Xavier Dias, 1.° cozinheiro; Jerônimo Benedito da Silva, 2.° cozinheiro; Manuel Rodrigues de Oliveira, 3.° cozinheiro; Sebastião Jardim dos Anjos, padeiro; Irineu Pereira da Silva, paioleiro; Oswaldo Andrade, lavrador; Amarilio Lins das Neves, José Calazans dos Santos, Milton Soares da Silva, Antonio Tavares dos Santos, Oliveira Rodrigues Lucena, Severino Chagas Coutinho, Antonio Miranda da Silva, Adão Brasil Rodrigues, Celso Rosas da Silva, Pedro Bezerra Vanderlei, José Elias Filho, João Pereira de Lima e Roque Martins da Silva; João de Oliveira Filho, botequineiro; Miguel Alves das Chagas, taifeiro; Pedro Maurício de Souza, taifeiro; Maurício Pereira Vital, taifeiro; Antônio Quirino da Costa, moço; José Correia dos Santos, moço.

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“ARARÁ”

Êste navio tinha a seguinte tripulação:

José Coelho Gomes, comandante; Inácio Carlos, imediato;

Ubijara Cirne, 2.° pilôto; Ângelo Mericob, 2.° pilôto; Aurelio Raimundo Delgado, prat. pilôto; Otacilio José dos Santos, contra-mestre; Olavo de Souza, carpinteiro; João Belo de Souza, marinheiro; Filadelfo Eduardo da Silva, marinheiro; Severino Gomes de Sena, marinheiro; Elpidio Barbosa Leal, marinheiro; Manuel Rodrigues Tavares, moço; João Pedro dos Santos, moço; Aldo Alves, moço; Josué Alves, 1.° maquinista; Inocêncio Ferreira do Carmo; 2.° maquinista; João Martins Simões, 3.° maquinista; José Ribeiro da Silva, cabo-caldeirinha; Rozendo José Marciano, cabo- foguista; Aprigio Camilo de Souza, foguista; Severino Francisco dos Santos, foguista; João Emmerio dos Santos, foguista; Raimundo Nonato da Silva, foguista; João da Silva Pôrto, foguista; Manuel Maurício dos Santos, foguista; Sebastião José de Oliveira, carvoeiro; Santos Ulguim, carvoeiro; Firmo Lima, carvoeiro; Armando Simões da Cruz, carvoeiro; Durval Batista dos Santos, comissário; Pedro Dionísio Vencke, 2.° cozinheiro; Antônio Manuel da Silva, 2.° cozinheiro; Jaime Santos de Oliveira, taifeiro; Juvenal Tomaz da Silva, taifeiro.

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Além de suas tripulações, os cinco navios conduziam passageiros, na sua maioria, sacrificados. Aos vários pontos do litoral da Baía e de Sergipe, chegaram, na semana que sucedeu aos torpedeamentos, muitas baleeiras conduzindo sobreviventes. Numerosos corpos têm dado à costa, alguns de difícil identificação. Outras pessoas, vítimas do bárbaro atentado, estão desaparecidas. Só depois do resultado dos inquéritos mandados proceder pelas autoridades federais, se poderá conhecer com precisão os nomes das vítima se das pessoas salvas dêsse injustificável torpedeamento.

Damos aseguir, a relação completa dos militares salvos e dos que são considerados desaparecidos, passageiros dos navios BaependíItagiba e Araraquara, fornecida pelo Ministério da Guerra:

Do Baependí — 7.° G. A. DO. — SALVOS: Capitão Lauro Moutiho dos Reis, Primeiros Tenentes José Joel Marcos e José Castelo Branco Verçosa, Primeiros Sargentos Vicente de Paula Souza Pulcherio e Jorge Tramontin, 3.° Sargento Alípio Leway e soldados Abel Dantas, Eleuterio Trindade, Odyr do Nascimento, Oswaldo Ferreira Ariosa, Walter Ferreira da Silva. EXTRAVIADOS: Major Landerico de Albuquerque Lima, Capitães Nestor Góes Ferreira e Intendente Oswaldo José Montano, Segundos Tenentes Luiz Claudino de Assunção e convocado José Alves Accily, Sub-Tenente Aguinaldo Soares Pereira, 1° Sargento Luiz França Correia, Terceiros Sargentos Benjamin Ferreira, Tadeu Sesocher, Samuel Martins de Almeida e João Sampaio Alves; 2° Sargento Pedro Dionisio Pereira, Cabos Newton Mendonça Re- zende, José de Araujo Guimarães e Teofanes Bispo dos Santos e soldados Dalmo de Medeiros, Pedro Mello Ferreira, Adalberto José de Souza, Alberto de Andrade Pereira, Alfredo Souza Filho, Alfredo Pereira Chaves, Altair da Cunha, Américo Rodrigues, Angelino Cassiani, Arnol Silva, Ayrton dos Santos, Benetido Paulo Viana, Claudionor Amaral Soares, Dario da Silva Dantas, Djalma Dias, Everaldo Cardoso Ferreira, Filipe Dias Ribeiro Sobrinho, Floriano Claudino da Silva, Francisco Caetano das Chagas Batista, Francisco Fernandes Ourique Júnior, Gastão dos Santos Filho, Gilberto de Oliveira Domingues, Godofredo Pinto de Vasconcellos, Guilherme Coelho Moreira, Guilherme Gomes, Helio da Silva Lins, Hermenegildo Francisco de Assis, Jair de Souza Barros, Jeremias Octavio de Carvalho, João Batista Muniz do Amaral, João de França Ferreira, João de Almeida, João Portugal, Joaquim Filgueiras Fernandes, Jorge Gomes de Carvalho, Jorge Henrique dos Santos, Jorgino Fonseca de Assis, Jorge José de Oliveira, Joseph Correia de Melo Oliveira, Manoel Augusto Aguilar, Manoel de Anunciação, Manoel de Souza Filho, Maurilio Figueiredo Barbosa, Milton Gemal, Moacyr Augusto Martins, Moacyr Gonçalves Rodrigues, Moysés Nunes Pereira, Nathalino Pinto Ignacio, Nilton Louzada Teixeira, Norival da Silva Cardoso, Orlando Teixeira Soares, Oswaldo da Costa Oliveira, Paulo Martins de Arantes, Porfirio Mendes dos Santos Filho, Rubens Nunes de Oliveira, Sebastião Euzebio da Costa, Sebastião Ferreira da Silva, Sylvio Morelli, Sylvio Gomes de Abreu, Valdino de Souza Ortiz, Wilson David Domet, Newton Constantino Chaves, Francisco Muniz Alves Junior, Mario Lucio Barbosa Lima, Levy Bittencourt de Vasconcelos, Pedro Menezes, Osmar de Souza Ferraz, Adalberto Ferreira dos Santos, Anercides Garcia do Nascimento, Antonio Abrahão, Adherbal Francisco Coelho, Antonio Duarte Morgado, Antonio José do Nascimento, Aprigio. Guilherme Vitorino, Bento da Silva Brito, Davino Orozimbo Cardoso, Edgard de Souza Pinto, Pedro Correia Ferreira, Eurico Filho de Oliveira, Fernando Pedro de Carvalho, Flavio Vieira Gomes, Geny Saraiva dos Santos, Humberto Gonçalves Roma, João Baptista Figueira, João da Silva, João Marques, Jorge de Souza Martins, José Luiz Mastrangelo Staneck, José Marinho, José Salomão, Joviniano José de Oliveira, Joviniano Marques da Silva, Marcelio Barbosa, Manoel Rodrigues Vidal, Mauricio Ponciano dos Santos, Moacyr de Alencar Nathanael Felinto de Oliveira, Norival Santana, Octacilio Soares, Orlando Moreira, Pedro Garcia de Araujo, Raymundo da Silva Ramos, Renato Redes, Roberto de Oliveira da Veiga, Rogerio Cardoso Parreira, Rubens Domingues dos Santos, Rubens Soares de Albuquerque, Silvio Christovão, Ubaldo Marinho, Waldir Cassiano, Walter Pacheco da Rocha, Hilton Araujo, José Teixeira de Souza, Wilson de Azevedo Telles de Noronha, Mozart Pereira da Luz e João Alfredo Costa Filho.

Do Itagiba — 7.° G. A. Do. — SALVOS: Capitão José Tito do Canto, terceiros-sargentos Carlos Trindade Lopes, Curt Gartner, Godofredo Pinto Frota, Claiton Bolgeraus e Guilherme Veid, cabo Luiz Barbosa Cordeiro e soldados Manoel Celestino Magrão, Waldemar Gonçalves Aguado, Adilio Pereira Cristino, Ademar Machado, Agostinho Eugenio dos Santos, Alporandyr Souto da Silva, Alvaro Bastos, Antonio Gomes de Souza, Ary Abreu de Azevedo, Ary Bastos, Claudionor Jacinnto Nazaré, Eloy José de Oliveira, Eurípedes Francisco da Cruz, Firmo Marques, Floriano Peixoto, Germano Manoel da Costa, Isaias Pina de Carvalho, João Batista, João Morais Sarmento Júnior, Joaquim de Araujo Neto, Jorge Rodrigues, José Ferreira, José Pereira de Aquino, José Francisco de Oliveira, José Moreira Cristo, José Nazareno Riguetti, José Pedro Chimenes, Luiz Anacleto da Fonseca, Manoel Martins Domingues, Murilo Poly, Nestor Neves da Silva, Octacílio José da Silva, Oswaldo Alves de Oliveira, Paulo João Frisch, Paulo Mariano de Camargo, Pedro Paulo F. Moreira, Reinaldo Nazaré de Matos, Roberval Rodrigues Plasse, Rubens de Souza Filho, Rubens Segui, Santino Alves de Lima, Scilas de Oliveira Assunção, Sinésio de Souza, Ubirajara Francisco Lessa, Waldemiro Francisco Ferraz, Walter Sileiro Fiz, Elísio Antunes, Walter Siqueira, Washington Moreira, Wilson Goulart da Fonseca, Walter de Oliveira, Oscar Alves de Oliveira, Alcides Gomes da Silva, Lourival dos Santos, Paulo Pereira de Castro, Benvindo Neto, Moisés Pituba, Orlando de Souza, Hélio de Paula Ribeiro, Silvio Reis de Souza, José Alves de Freitas, José Maria de Morais, Alfredo Ribeiro Nascimento Júnior, D’Álvaro José de Oliveira, Edson Carlos de Lemos, Gilson Magalhães Couto, Heitor da Silva Ramos, Juvêncio Fernandes de Oliveira, Eurides Garcia e João de Oliveira Barros.

EXTRAVIADOS — Primeiro-tenente Alípio Napoleão de Andrade Serpa, terceiro-sargento Anadir Samuel e soldados Alcides Salça Ribeiro, Alvaro Santana, Arí Fernandes Geraldo Cardoso, Gil Ferreira Soares, Hipólito Schiavo Júnior, José Fernandes Rabelo, Juvenal Lucas, Luiz Macedo, Luiz Menzioni, Manoel Rangel, Newton Meireles, Serafim Anacleto da Fonseca, Carmemberum Zitro Ortiz, Mário Alves N. S. Sobrinho, Jorge Batista Serra, Carlos Salomão José Bacarat, João Carneiro Soares, Floripes José Maria Gláusio Cruz Pais, Homero Tavares Coelho e Paulo A. Macedo Magalhães.

Do Araraquara — EXTRAVIADOS — 2°s-tenentes Oswaldo Machado, do 31° B. C.; Norberto Silvio de Paes Anciães, Manoel Antônio Teixeira, Aníbal de Souza Gonçalves e Washington Nobre da Silva, do 15. R. I.; Nelson Sales Pereira Leite, do 30° B. C.; Alberto Elísio Silveira, Luiz Eduardo Vilafane Gomes, José Batista da Silva e Eduardo Alexandre Gaumann, do 14° R. I.; sub-tenente Antônio Lins Cavalcante, do 22° B. C.; e 3° sargento Waldemar Figueiredo Lemos, no Q. G. da 7.a R. M.

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RELAÇÃO DE FUZILEIROS DESAPARECIDOS

Foram êstes os fuzileiros navais desaparecidos, quando em viagem a bordo do paquete nacional Baependí, com destino à 3.ª Companhia Regional de Natal.

3.° SG, 3.ª Reg. — 2056 João Ibiapino do Nascimento.

3.° SG, 3.ª Reg. — 1198 Francisco Cirilo do Bonfim.

CB, 3.ª Reg. — 2206 Manoel Soares das Chagas.

CB, 3.ª Reg. — 2019 Antônio Fernandes Sobrinho.

CB, 3.ª Reg. — 4096 Moacir Drumond.

CB, 3.ª Reg. — 4412 Vulmaro Santos Cardoso.

CB, 3.ª Reg. — 4548 Olegário Guedes.

 

O TORPEDEAMENTO DO VAPOR “TAMANDARÉ”

O afundamento do vapor Tamandaré, no dia 26 de Julho último eleva a 10 o número de navios brasileiros vítimas da agressão dos submarinos inimigos, que foram torpedeados e afundados sem aviso prévio e em flagrante desrespeito ao Direito Internacional. A nossa frota mercante tem a lamentar a perda de uma de suas maiores e mais novas unidades. Mais lamentável, no entanto, que essa perda material, é o sacrifício de mais alguns bravos marinheiros que perderam a vida ou ficaram feridos no cumprimento do dever.

O Departamento de Imprensa e Propaganda distribuiu aos. Jornais, a propósito dêsse torpedeamento, o seguinte comunicado:

“O Lloyd Brasileiro recebeu, a 28 do corrente, comunicação do torpedeamento, por um submarino desconhecido, perto de Trinidad, às 6 horas do dia 26, do vapor Tamandaré, que afundou em quarenta minutos, não tendo podido pedir socorro, por ter sido destruída a estação de rádio, atingida por um torpedo. Foram salvas duas baleeiras com 48 tripulantes, tendo sido inutilizadas duas outras pela explosão.

Estão feridos Antônio Coelho Conceição, José Ferreira da Rocha e Celso Santana.

Pereceram Francisco Teixeira, 3.° Maquinista; Quintino Marinho, Cabo-foguista; Sebastião Elias de Sousa, também Cabo-foguista; e José Silva Leite, foguista.

Tamandaré, da frota do Lloyd Brasileiro, era o ex-Mormacport. Foi construido, em 1919, pela American International Shipbulding Corporation, Hog Island, Pa. Chegou ao Rio-de-Janeiro a 12 de julho de 1940, vindo de Nova York, onde fôra adquirido. Tinha 300 pés de comprimento, por 54,2 de bôca e 32 de pontal. Sua tonelagem bruta era de 4.942 toneladas, sendo a líquida de 3.077. Era um navio movido a turbina. Fazia o Tamandaré a linha Rio-La Guayra-Nova York. Tinha deixado. o Rio no dia 19 do corrente e conduzia, nessa viagem, grande carregamento de tecidos, produtos farmacéuticos, café, minerais, peles e paina”.

 

A tripulação do Tamandaré era constituída dos seguintes marítimos:

José Martins de Oliveira, comandante; Manuel Rui Pinheiro, imediato; Antônio Gouveia Ambrósio, 1.° pilôto; Martim Cabral Passos, 2.° pilôto; Sebastião Cordovil da Silva, 1.° rádio; José Ramos Brasil, 2.° rádio; Antônio Coelho da Conceição, conferente; Antônio dos Santos Silva, enfermeiro; Afonso Marcelino de Oliveira, contra-mestre; Francisco Correia do Nascimento, carpinteiro; Pedro Camilo da Costa, Antônio Rufino dos Santos, José Alves, João Mendes Braga e Júlio Francisco Coelho, marinheiros; Afonso Fernendes Filho, Sérgio Alves dos Santos, João Silvano de Alcântara, Raimundo Vieira Lima, Celso de Menezes e José Leopoldo Pereira, moços; Raimundo Nonato Verçosa, 1.° maquinista; Bartolomeu Gomes Pereira, 2.° maquinista; José Ferreira da Rocha, 3.° maquinista; Raimundo Rodrigues de Sousa, 4.° maquinista; Francisco Teixeira, 5.° maquinista; Júlio Adelino da Silva, José Manuel da Silva, Quintino Timóteo Marinho, José Lúcio de Oliveira, Antônio Monta Pereira, cabos-foguista; Amaro Borges da Silva, José da Silva Leite, Sebastião Elias de Souza, Firmino dos Santos, foguistas; José Francisco de Lima, Emílio Serrano, carvoeiro; Cicero Xavier de Araújo, 2° comissário; Adrião Monteiro da Silva, padeiro; João Soares Batista, 2.° cozinheiro; Wilson Correia Dantas, 3.° cozinheiro; José Declício da Silva, ajudante-cozinheiro; João Venâncio dos Santos, Pedro Gadelha Júnior, Francisco Moura da Silva, José Macário de Lima e Mário Guedes da Costa, taifeiros; Armindo José dos Santos, carvoeiro; João Freire de Lima, Mário Melo Pinho, Osvaldo Gomes Pinho e Fernando Libório Q. Vasques.(Revista Marítima Brasileira (RJ), 1942. p.223-235).

Transcrição do documento: Izaak Costa

O Ingaense

INGÁ: em estudo a implementação da coleta seletiva de resíduos sólidos

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Planejamento envolve diversas secretarias da gestão municipal

Paraibana chefe do cerimonial rouba a cena em posse de Lula com vestido de bolinhas estilo ‘Wandinha Addams’

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A advogada paraibana Ana Tereza Lyra Meirelles, chefe de cerimonial da Presidência do Senado há oito anos, virou assunto nas redes sociais e roubou a cena, durante a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (1º), em Brasília.

A advogada paraibana, com título de expert em cerimonial e protocolo pela Universidade de Oviedo, na Espanha, é a chefe de cerimonial da Presidência do Senado há oito anos (está na equipe há 17), cativou os internautas pela forma como organizou o evento.

“Que mulher maravilhosa é essa de vestido de bolinha, meu pai? Apaixonado aqui”, postou um usuário do Twitter, em um dos muitos comentários elogiosos à sua roupa e ao seu “porte”, que se repetiram ao longo daquele dia. “Wandinha da posse” e “Mortícia”, numa referência à personagem da Família Addams foram outras associações ao seu nome.

Ser chamada de Mortícia ela não curtiu, apesar da pegada elogiosa dos comentários, talvez em menções sutis à sua semelhança, em alguns momentos, com a atriz Anjelica Huston, uma de suas mais famosas intérpretes. “Tomara que tenha sido elogio mesmo…”

E o vestido? Um pouco abaixo do joelho (midi, para os íntimos), com estampa de bolinhas, cintura marcada e gola estilo colarinho, ele foi comprado por Ana em outubro, em uma das lojas da grife Hobbs, em Londres. “Saí para escolher a roupa especificamente para este evento e, quando bati o olho neste [modelo], adorei”, conta ela ao F5. “Não entendo muito de moda, vou mais no feeling”, admite.

Ao fazer uma autocrítica, ela acredita que acertou no modelito. “Acho que esse vestido tem um requinte e uma certa modéstia ao mesmo tempo”, define. “Ficou discreto e delicado”, diz.

Fundada em 1981, a Hobbs é marca bastante conhecida na Inglaterra, não cobra preços exorbitantes e tem como uma de suas admiradoras a princesa Kate Middleton. Vestidos, sobretudos, clutches… Kate tem várias peças da grife, algumas de menos de 100 libras (R$ 650 no câmbio atual). A roupa que Ana usou na posse, aliás, saiu a 229 libras (cerca de R$ 1,5 mil). Trata-se do modelo Lilibelle, um dos best-sellers.

Ao descrever o vestido que fez tanto sucesso (“é de seda pura, bem feminino”), Ana diz não saber como definir os vincos em preto na barra. “Fendas?”, quer saber a repórter. “Será? Não, fendas parecem outra coisa, nada a ver”, pensa alto, para em seguida sugerir uma solução: “Vou perguntar para mainha”.

Uma hora depois, pinga no WhatsApp a seguinte mensagem: “Olá! Apenas para lhe dar retorno quanto ao nome do detalhe na saia do vestido. Foi sugerido: Saia evasê com prega bicolor”. Viva mainha!

ClickPB

Morre a cantora e compositora Rita de Cássia, de ‘Meu Vaqueiro, Meu Peão’ e ‘Saga de Um Vaqueiro’

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Faleceu na noite desta terça-feira (03), a cantora e compositora Rita de Cássia, conhecida pela autoria de grandes hits do forró na década de 1990, a exemplo de ‘Meu Vaqueiro, Meu Peão’, ‘Barreiras’ e ‘Saga de Uma Vaqueiro’. Conforme apurou o ClickPB, Rita estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Fortaleza, no Ceará. De acordo com a imprensa cearense, a artista lutava contra o diagnóstico de fibrose pulmonar.

A doença é caracterizada quando o pulmão do indivíduo fica com cicatrizes no tecido ou passa a ser mais endurecido. A enfermidade reduz a capacidade de expansão do órgão no processo de respiração.

Rita chegou a realizar nos últimos dias algumas postagens no instagram, em que aparecia desejando feliz Natal e Ano Novo. Natural de Alto Branco, no Ceará, ela completou 50 anos em outubro do ano passado.

Da Som do Norte à Matruz

De origem humilde, Rita nasceu em uma família que já tinha envolvimento com a música e a vaquejada. O avô ensinou ao pai a tocar sanfona, que inspirou Rita. Já o avô materno e os tios eram vaqueiros.

“Eu tenho essa introdução familiar muito grande assim, muito boa, dentro das coisas do Nordeste mesmo. Forró, vaquejada, todas essas coisas, eu vim do meio disso. E além de onde eu vim, muita sanfona essas coisas”, explicou Rita em entrevista concedida há dois anos.

Quando o irmão, ‘Redondo’ montou uma banda de forró, Rita tornou-se vocalista. Assim surgiu a ‘Banda Som do Norte’. “Na verdade foi ele que me botou no forró, eu já fazia minhas canções, botava no caderno assim”, revelou a artista em 2021.

Como o repertório era pequeno, Rita começou a incrementar nos shows suas próprias músicas. A primeira delas foi ‘Brilho da Lua‘, sucesso posteriormente na Mastruz com Leite e Eliane. Na época, de acordo com a artista, também foi gravada pela Matruz com Leite a música ‘Sonho Real’.

A partir dali, surgiu uma parceria de sucesso. A banda de Emanuel Gurgel gravou ‘Meu Vaqueiro, Meu Peão’, ‘Meu Cenário’, ‘Pedaço de Solidão’ e ‘Onde Canta o Sabiá’, todas de Rita. “[Na época] o Mastruz fez grandes regravações e as únicas inéditas eram as minhas. E foi um grande sucesso”, disse a compositora durante uma entrevista.

Em suas letras, Rita falava sobre episódios da vida cotidiana do nordestino, atrelados a romances e vaquejadas. Uma de suas canções de maiores impactos, ‘Saga de Um Vaqueiro‘, é exemplo disto.

Desde o início dos anos 2000, a forrozeira atuava em carreira solo. Em um especial acústico, lançado há cinco anos, Rita interpretou alguns de seus grandes sucessos, entre eles ‘Barreiras’, ‘Asas da Imaginação’ e ‘Passos na Areia’.

Confira:

ClickPB

Gilmar Mendes autoriza buscas e apreensões de armas da deputada Carla Zambelli

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A ação foi autorizada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bar do Cuscuz oferece mais de 50 vagas de emprego com contratação imediata na Paraíba

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É necessário ter o número dos documentos pessoais em mãos para preencher o formulário, que está disponível no site da empresa.

INACREDITÁVEL: Garoto em Cajazeiras acerta as seis dezenas da Mega da Virada, mas mãe não joga o bilhete

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O garoto Pedro Henrique, de 10 anos, e sua mãe, a promotora de vendas Linda Inês, poderiam estar milionários nesse momento. Pedro marcou em um bilhete as seis dezenas da Mega da Virada, mas sua mãe não fez o jogo.

Linda conta que sonhou que estava com o bilhete premiado nas mãos e chorando de emoção, como se estivesse ganhado. Mas o sonho não revelou quais eram as dezenas. Ela, então, fez dois jogos sozinha e depois entregou alguns bilhetes para seu filho marcar as dezenas que ele escolhesse. Na sua inocência, Pedro queria ganhar na Mega para comprar uma tela nova para seu celular que havia quebrado.

No começo, o garoto não entendia muito bem o jogo e acabou marcando sequências de seis dezenas, como por exemplo 01-02-03-04-05-06. Ao perceber isso, a mãe deu algumas dicas para ele variar as dezenas. Foi então que em um dos bilhetes, Pedro marcou 04-05-10-34-58-59. Eram exatamente as dezenas que seriam sorteadas na noite do dia 31.

Mas a história que poderia terminar com uma família cajazeirense milionária, acabou tendo um final melancólico. O garoto insistiu para que a mãe fosse à loteria fazer os jogos que ele marcou, mas ela não foi. Linda até tentou registrar os bilhetes pela internet, mas já era tarde. Quando as dezenas sorteadas foram anunciadas, veio o “baque”. Pedro acertou todas as dezenas em um bilhete e ainda marcou a quadra em outro, mas os bilhetes não haviam sido registrados.

“A gente pegou um baque de surpresa. A gente chorou muito. Até ele chorou muito, não queria mais se alimentar. Perdemos a noite, porque eu nunca imaginei que uma criança de dez anos ia ficar milionária com um papel que veio o aviso, eu tive um sonho, ele me entregou o papel… A pessoa se sente culpada. Mas, foi a vontade de Deus, né?”, diz a mãe, ainda abatida.

Créditos: Polêmica Paraíba

Mirella Santos se desespera após Instagram derrubar sua conta com 13 milhões de seguidores

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A influenciadora digital Mirella Santos, sucesso nas redes sociais, se manifestou recentemente na web relatando um tremendo perrengue que está passando. Com cerca de 13 milhões de seguidores no Instagram, a modelo se desesperou, após a plataforma digital derrubar seu perfil oficial sem motivo aparente e do nada.

A prima da cantora MC Loma usou uma conta reserva para falar sobre o momento, pedindo paciência e calma aos fãs, que também notaram que sua conta não estava mais disponível, causando comoção nas redes sociais pelo ocorrido. Gravando uma série de stories, Mirella afirmou que sua ficha não caiu e que está tentando resolver o problema.

“Gente, estava eu aqui, bem plena, no passeio de barco. Aproveitando que agora estou famosa e o Instagram derrubou minha conta. Eu tinha 13 milhões… Tô tão triste, a ficha não caiu ainda”, iniciou a musa, que continuou gravando mais stories falando sobre a situação. “Vou atualizando vocês por aqui, mas isso não vai estragar meu dia não”.

Nas redes os fãs de Mirella Santos deixaram comentários sobre o assunto, indignados com o acontecido. “Inveja será, sacanagem derrubar o insta dela… Ela é puro entretenimento… Vai conseguir recuperar”, comentou uma seguidora. “Certeza que é o mutirão secreto das blogueiras lkkkk depois que descobri isso, entendi o porque a galera que fica famosa sempre perde o insta”, disparou Duda Silva.

“Socorroooooo!!!! Eu tava assistindo minha série favorita e desapareceu e agora não consigo seguir o IG reserva aaaaaaaaaaaaaaaaa vou entrar em abstinência”, lamentou Zayane Costa. “Eu não entendo quais os critérios do @instagram, sinceramente. Derruba contas sem nexo nenhum e deixa outras que estão carregadas de pornografia. Contas de pornografia com verificado! Palhaçada!”, questionou Lilía Nascimento.

“O que vai ter de gente no hospital por ansiedade porque um perfil foi desativado”, debochou uma internauta. “Inveja, olho gordo. Coitada! Tanto perfil que vive quase mostrando as partes e não é derrubado enquanto quem trabalha com conteúdo de boas tem esse problema”, pontuou outro fã. Até o momento a conta da influencer não voltou ao ar, e a direção do Instagram ainda não explicou o motivo para do perfil ter sido desativado.

Créditos: IG