O último que sair fecha a porta.

Neste governo dos girassóis em meio o ardor de uma crise ética e moral, estabelece-se uma fórmula engenhosa de lidar com os grandes problemas. Consiste no seguinte:

Detecta-se a encrenca, o secretário pede demissão.

Cargo vago vai ao balcão onde se dá e recebe. Escambo feito, nomeia-se o substituto já com a batata ardendo nas mãos.

Aconteceu com as secretarias de Educação e Saúde. O professor Fernando Abath não agüentou a pressão do chefe-mor Ricardo Coutinho e teve sua cabeça a prêmio.

Agora, Afonso Scocuglia. Responsável por seguir a orientação do chefe-mor e fechou 200 escolas públicas. Resultado: até hoje é chamado de exterminador da educação.

Ficou com a cabeça a prêmio. Não agüentou e pediu pra sair. O advogado Harrison Targino também poderá seguir o mesmo destino: a rua. O policial federal Cláudio Lima idem.

O odontologo Waldson de Souza segue comandando a saúde. Deus sabe até quanto. Mas sai encrencado com uma dívida de R$ 100 mil, uma imputação do Tribunal de Contas.

Bom lembrar: Waldson substituiu o médico cardiologista Mário Toscano, posto pra fora do cargo pela secretária municipal de Saúde, Roseane Meira.

Os secretários estão exaustos. Afinal de contas, não mandam em nada. Não tem poderes pra nada. Apenas preenchem o espaço e ficam obrigados a defender o chefe.

Quando não acontece, é chamado a atenção na frente de quem está presente. Um constrangimento.

Submetida à perspectiva de que o ruim se converte em muito pior, assim o governador Ricardo Coutinho leva a sua gestão.
Fonte: Marcone Ferreiar.

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