quarta-feira, maio 22, 2024
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Os defeitos de cada um e alguns caminhos para solucioná-los.

O blog teve acesso, estes dias, a uma pesquisa pra consumo interno de densidade eleitoral e tendências na Capital. Impedido de divulgar números em razão das restrições da legislação eleitoral, opta por analisar as questões subjetivas do atual cenário.Independentemente do conteúdo, a consulta confirma algumas análises empíricas feitas sobre o processo eleitoral na Capital.

Com destaque pra rejeição que é, entre os itens de uma pesquisa, um dos mais relevantes, porque supõe o teto pelo qual o candidato pode alcançar na disputa e as resistências do eleitorado quanto do ao seu nome.

Como se sabe, o senador Cícero Lucena (PSDB) e o ex-governador José Maranhão (PMDB) são os que apresentam maior rejeição na disputa.

No caso de Cícero, ela tem a gênese ( ou o ápice ) na Operação Confraria. Eleitores que não votam em Cícero justificam alegando que o consideram “desonesto”. É a principal causa da rejeição.

Nada que o tire da jogada. Em 2006, quando disputava uma vaga de senador, Cícero já carregava essa pecha consigo. Mesmo assim foi eleito. Naquela campanha o que o ajudou foi “melar” com a mesma quantidade carga negativa o seu principal oponente, ex-senador Ney Suassuna, cujo escândalo da Sanguessuga abalou-o diretamente.

Assim, como aconteceu em 2006, Cícero também pode entrar na disputa diminuindo o peso da imagem negativa de desonestidade entre setores do eleitorado puxando pra baixo seus oponentes, igualando todos numa mesma linha. Ou, no melhor caso, conseguir durante a campanha decisões judiciais que indiquem sua suposta inocência.

Há também, no caso de Cícero, outra razão da rejeição: dizem que ele não fez uma boa administração, especialmente no segundo mandato. Aí é que entrará a importância de comparação das gestões em debate.

Maranhão, a meu ver, tem a pior das causas da rejeição. A antiguidade.

As pessoas que não votam em Maranhão dizem que ele “já passou”, que ele já deu sua contribuição. Ou seja, há até quem não ache um mau político. Apenas considere que ele deveria se aposentar. Pra mim, não há elixir da juventude que o faça avançar. Nem recorrendo a Pitanguy, Maranhão não poderá fazer plástica que o venda como novo nem apagar uma década de gestão. Quem vota na oposição, se não for um “maranhista histórico e jurássico”, vai preferir Cícero Lucena.

Novíssima no processo, Estelizabel Bezerra tem, obviamente, a menor das rejeições entre os mais competitivos. Mas tem. E o pouco que tem é fruto de três principais razões: por ser a candidata do governador, por ser desconhecida ou por não ter experiência administrativa.

Ser conhecida e defender sua experiência são coisas fáceis de fazer. A pré-campanha e, especialmente, a campanha poderão resolver isso.

O fato de ser “vingada” por causa de Ricardo Coutinho é o ponto mais delicado. A melhoria da imagem de Ricardo Coutinho e do governo na Capital é fundamental pra que Estela possa pedir votos sem receios em nome do projeto do PSB.

No caso de Luciano Cartaxo, uma surpresa, paradoxalmente, esperada. As pessoas que dizem não votar no petista alegam que não conhecem seu trabalho nem sua pessoa. Ora, eu já disse aqui, ao analisar a pré-candidatura de Cartaxo, que o petista é um bom produto, mas não tem um tamanho competitivo. Ele já foi vereador, vice-governador e agora é deputado estadual, mas as pessoas ainda perguntam: “Quem é esse?”, quando o vêem na rua.

Aliás, esse é também o atual entrave de Nonato Bandeira, pré-candidato pelo PPS. Ele considerado “desconhecido” pela grande massa da população, o que faz com que, em razão do desconhecimento do seu trabalho, a maioria do pessoense fique desconfiada em tê-lo como opção.

Tanto Cartaxo, se passar no teste do PT, quanto Bandeira, tem que fazer um grande trabalho de exposição a fim de atingir a grande massa do eleitorado, já tão acostumada com figuras tradicionais como Cícero Lucena e José Maranhão.

No caso de Nonato, um ponto relevante. O eleitorado não o enquadra como “candidato do governo”, o que o livra de rejeições oposicionistas. De toda forma, o que salva, atrapalha. Bandeira deve situar sua candidatura dentro do processo, conferindo-lhe um rumo pra evitar o título de “candidatura avulsa”, pouco simpática ao eleitorado em geral.

Por outro lado, valendo pra Estela, Cartaxo e Bandeira, quanto menos conhecido mais fácil de mergulhar no eleitoral e conquistar votos. Depende da estrutura, da competência e da sorte de cada um.

Essas são, portanto, as carências de cada uma das opções sugeridas no debate eleitoral da Capital.

Você incluiria mais algumas?

Luís Tôrres

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