Pedido de CPI que vai investigar partido de Cássio Cunha Lima recebe apoio de adversário e até de aliado do DEM

Saiba quais os deputados federais paraibanos que votaram a favor da CPI da Privataria; comissão vai investigar partido de Cássio Cunha Lima.

O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) entregou na Câmara dos Deputados na SERAP- Serviço de Análise de Proposições ontem, quarta-feira (21), o requerimento para a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar as denúncias de irregularidades e lavagem de dinheiro apresentadas pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior em seu livro: “A Privataria Tucana”.

O requerimento já possui o número mínimo de assinaturas. Os deputados federais da Paraíba quase não compareceram para assinar o requerimento, apenas três colocaram seu nome na lista que pede a criação da CPI. Entre os que subscreveram o documento que vai investigar o partido que é comandado na Paraíba pelo senador Cícero Lucena e Cássio Cunha Lima estão dois adversários do PSDB e um aliado. Encabeçam a lista a favor da investigação o deputado Wilson Filho (PMDB), que é filho do ex-senador Wilson Santiago e ainda o deputado Luiz Couto (PT).

A surpresa ficou por conta do senaor Efraim Filho, do DEM, que sempre foi ligado às hostes tucanas e hoje quer a investigação do partido aliado.

 Entenda o caso:

O jornalista e autor do livro “A Privataria Tucana” Amaury Ribeiro Júnior disse, no início da noite da última quarta-feira (21), que acredita que o PSDB irá reagir caso a Câmara Federal instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O pedido de investigação foi protocolado com 206 assinaturas para apurar as informações contidas no livro.

Recebido como celebridade, entre pedidos de fotografia de celular e de dedicatória no livro, Amaury afirmou viver um dos períodos mais emocionantes de sua vida. Ele participou de lançamento do livro na região central da capital paulista.

O livro traz documentos e informações contra o ex-caixa de campanha do PSDB e ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil na década de 1990 Ricardo Sérgio, apontado como “artesão” dos consórcios de privatização em troca de propinas. Outro citado é o ex-governador paulista José Serra (PSDB), que tem familiares apontados como agentes de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos na venda de estatais.

pbagora

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