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Trata-se da continuação da “Operação República!” autorizada pelo desembargador Arnóbio Alves Teodósio, relator do caso no Tribunal de Justiça.

O prefeito da cidade de Tavares, no Sertão do Estado,  Ailton Suassuna Porto, acaba ser preso  pela Polícia Civil da Paraíba, junto com o irmão dele, Michael Suassuna Porto. Eles são acusados de recebimento de propina na aquisição de veículos pelo Município. A Polícia cumpriu mandado de prisão expedido pelo desembargador Arnóbio Alves  Teodósio, que também determinou o afastamento do cargo de prefeito.

O afastamento foi comunicado à Câmara Municipal, para que tome as providências cabíveis. Quem deve assumir a prefeitura é o vice, Luiz Poeta.

As prisões são um desdobramento da “Operação República!”, deflagrada no dia 14 de novembro.

O delegado responsável pela operação, Allan Murillo Terruel, da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deccor), explicou ao Portal ClickPB que após a primeira fase da operação e a realização de oitivas de testemunhas que confirmaram o pedido de propina, além da apreensão de parte do dinheiro, o desembargador decidiu autorizar a prisão preventiva do prefeito.

“Já comuniquei ao vice-presidente da Câmara sobre o afastamento do cargo, e agora a gente está aqui na Delegacia de Princesa Isabel, porque a comarca de Tavares é vinculada a Princesa Isabel. A gente está fazendo os ofícios e as documentações para comunicar à Justiça”, informou Terruel, que deve levar os custodiados para João Pessoa. A comunicação foi feita ao vice da Câmara em razão da presidente da Casa Legislativa estar viajando, estaria no estado do Maranhão.

A “Operação República!” foi autorizada pelo desembargador Arnóbio Alves Teodósio, relator do caso no Tribunal de Justiça, após denúncia do Ministério Público da Paraíba, com base em investigação do Gaeco.

Provas repassadas ao Ministério Público mostraram que o prefeito teria enviado mensagem por meio de aplicativo para o empresário, dizendo que gostaria de tratar pessoalmente da desobstrução do pagamento. Os carros foram adquiridos pela concessionária para a entrega, conforme previsto pela licitação.

As notas fiscais foram emitidas e a entrega ocorreria no dia 9 de novembro, mas não aconteceu. Aílton Suassuna, em novo contato pelo aplicativo de compartilhamento de mensagem reafirmou a necessidade da conversa. Teria dito que quem iria para o encontro seria a irmã, Maévia Pouline Suassuna Porto, secretária de Controle Interno da prefeitura.

A pessoa encaminhada para o encontro, no entanto, foi o secretário de Finanças, Michael Suassuna, também irmão do prefeito. Por meio de operação controlada, que incluiu a captação de áudio, o Ministério Público conseguiu flagrar a conversa.

Segundo Terruel, a liberação do valor do pagamento de pregão licitatório ficou condicionada ao pagamento de propina.

Após a negociação de R$ 2 mil em propina, de uma concessionária de Patos, conforme revela a investigação, Suassuna teria liberado o pagamento das faturas referentes à compra dos carros. Os extratos do pagamento, apresentados pelo empresário delator, mostram a assinatura eletrônica do secretário e do prefeito. O pagamento da suposta propina ficou acertado para o período da tarde daquela quarta-feira (14). Primeiro ficou acertado que o dinheiro seria recolhido por um terceiro, mas Michael entrou em contato com o empresário dizendo que ele mesmo faria a coleta.

No dia 14, quando foi deflagrada a operação, o secretário de Finanças foi preso em flagrante, após o recebimento do dinheiro pago pelo empresário, em Patos. O dinheiro da propina foi apreendido.

ClickPB

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