DESCASO: Após 45 dias, TJ não explica sumiço milionário de equipamentos.

O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), Abrahan Lincoln da Cunha Ramos, no dia 31 de janeiro deste ano, estabeleceu o prazo de até 45 dias, para a uma comissão designada por ele, apresentar um relatório esclarecendo o sumiço de 2.625 mil equipamentos de informática doados à corte paraibana pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).Esse deveria ter sido o intervalo máximo necessário para descobrir o destino dos aparelhos desviados. Porém, até o momento nenhuma explicação concreta foi repassada à imprensa. O valor dos equipamentos entre computadores, notebooks, impressoras e estabilizadores, atingem o valor milionário de R$ 3,4 milhões.

Há mais de uma semana a equipe de reportagem do MaisPB procura respostas, através dos funcionários do TJ, que esclareçam as denúncias suscitadas no final de janeiro deste ano pela ‘Folha de São Paulo’. Segundo o jornal, a instituição paraibana aparece em primeiro lugar no ranking dos estados que desviaram a maior quantidade de aparelhos. O levantamento foi realizado por uma auditoria do próprio CNJ.

Descaso – No dia 16 deste mês, data que atingia o prazo de 45 dias proposto para apuração,  entramos em contato com uma funcionária da assessoria de comunicação da instituição em busca de esclarecimentos, porém, fomos informados que o presidente do TJ estava viajando e assessora responsável por repassar informações à imprensa não se encontrava no local.

Na parte da tarde, horário em que nas sextas-feiras, não há funcionamento no local, conseguimos conversar com Genésio Souza, gerente da comunicação, que depois de muitos rodeios revelou que o relatório já teria sido concluído após 15 dias de formada a comissão.

Genésio também acrescentou, que os números contidos no levantamento “são completamente diferentes” dos divulgados pela ‘Folha’, porém ele não poderia dar mais nenhum detalhe do caso, “até porque o setor que presta informações estava fechado desde as 14h”.

Na última quinta-feira (22) procuramos a gerente de controle interno da corte Maria do Carmo Cândido Moura. A auditora é a presidente da comissão e também confirmou que o relatório já encontra-se finalizado, mas quando questionada sobre o que havia sido constado, ela foi enfática: “Só o presidente, tem autoridade para falar sobre o assunto”.

No mesmo dia fizemos várias tentativas sem sucesso para tentar marcar uma entrevista com o presidente Abrahan Lincoln, através da chefe de gabinete, contudo nem ao menos a ligação foi atendida.

Na sexta-feira (23) retornamos a ligar e novamente não havia ninguém no local para prestar atendimento. Em contado com a assessora do presidente, para nossa surpresa, fomos informados que a chefe de gabinete estava ausente.

Dando continuidade ao “jogo do empurra”, a assesora recomendou que voltássemos a procurá-la “na segunda ou terça-feira”.

Naira Di Lorenzo – MaisPB  

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