Ex-atacante do Campinense estava em campo na tragédia do Egito.

Ex-jogador do Vasco e Flamengo, o atacante Fabio Junior foi um dos atletas do Al Ahly agredidos por torcedores do Al Masry após a partida entre as duas equipes, nesta quarta-feira (01/02), pelo Campeonato Egípcio. Após se refugiarem no vestiário, os atletas foram retirados do estádio por helicópteros do exército.O estádio acabou se tornando uma praça de guerra devido a barbárie dos torcedores. Mais de 70 pessoas morreram e cerca de mil ficaram feridas.

Assim como todo o elenco do Al Ahly, Fabio Junior, autor do gol de honra na derrota de 3 a 1, passa bem e será levado por militares com o restante dos companheiros em um helicóptero para a capital Cairo, cidade onde fica a sede do Al Ahly.

Segundo o técnico do time, o português Manuel José, as cenas de violência foram chocantes.

Estou bem. Levei pontapés, murros e depois me colocaram numa sala. Me trouxeram para um quartel. Alguns de nossos torcedores chegaram a entrar no vestiário. Mas, os jogadores da nossa equipe estão todos bem. Eu é que não consegui voltar para o vestiário. A culpa é dos soldados, havia dezenas deles e polícias também. Desapareceram todos e foi um caos completo – disse Manuel em entrevista à emissora portuguesa “SIC”.


Confusão, com invasão do gramado, marcou fim da partida entre Al Masry e Al Ahly (Foto: AFP)

Campeonato suspenso e investigações

Em nota oficial, a Federação de Futebol do Egito anunciou que o campeonato nacional do país está suspenso por prazo indeterminado.

O jogo entre Zamalek e Ismaily SC, que estava acontecendo na capital Cairo no mesmo momento do confronto entre Al Masry e Al Ahly, foi suspenso no intervalo por conta da tragédia em Port Said e, também, devido a um incêndio em um setor das arquibancadas que teria sido causado por foguetes lançados de forma errada por torcedores.

Pai de Fabio Junior fala sobre a tragédia

No Brasil, o pai do atacante Fábio Júnior segue sem informações do filho, que defende o Al Ahly.

Em entrevista ao programa “Tá na Área”, do SporTV, José Carlos afirmou que o jogador ainda não fez contato com a família no Brasil após a confusão e explicou que ficou sabendo da tragédia pela internet.

Preocupado, ele disse que o clube ainda não deu notícias aos familiares do ex-atleta do Flamengo e Vasco, que foi revalado para o futebol brasileiro através do Campinense Clube, de Campina Grande, na Paraíba.

O Ministério da Justiça já acionou procuradores locais para investigarem os motivos da invasão e apontar os responsáveis. Por sua vez, o presidente do Parlamento egípcio, Saad al Katani, convocou uma reunião de urgência para debater os incidentes em Port Said.
Do Globo Esporte

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