Ditador venezuelano é acusado de conspiração para o narcoterrorismo e para o tráfico de cocaína
O ditador venezuelano Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, se declaram inocentes na audiência realizada nesta segunda-feira (5) perante a Justiça dos Estados Unidos.
De acordo com agências de notícias internacionais, Maduro disse que é presidente da Venezuela e foi “sequestrado”. “Eu sou inocente. Eu não sou culpado. Eu sou um homem decente”, afirmou o ditador durante a audiência no tribunal federal de Manhattan.
O juiz Alvin K. Hellerstein também ordenou que Maduro compareça ao tribunal em 17 de março para uma nova audiência. Por volta das 15h (horário de Brasília), o ditador venezuelano e a mulher foram levados de volta para o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, onde estão detidos desde que foram capturados em uma ação militar conduzida pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.
As acusações contra Maduro
Maduro responde por crimes de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados ao uso e à posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.
O presidente da Venezuela está detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, unidade prisional federal conhecida pelas más condições de funcionamento e por abrigar presos de alta notoriedade internacional.
De acordo com o indiciamento, Nicolás Maduro é acusado de liderar, desde aproximadamente 1999, uma ampla conspiração criminosa que teria utilizado instituições do Estado venezuelano para facilitar o tráfico internacional de drogas e apoiar organizações classificadas como terroristas.
Entre os grupos citados estão as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o ELN (Exército de Libertação Nacional), o Cartel de Sinaloa, os Zetas (ou Cartel del Noreste) e a organização criminosa transnacional Tren de Aragua.
Segundo os documentos judiciais, Maduro teria conspirado para distribuir 5 kg ou mais de cocaína, com o conhecimento de que os lucros beneficiariam essas organizações.
Ele também é acusado de conspirar para importar a droga ilegalmente para os Estados Unidos, além de fabricar e distribuir cocaína com a consciência de que o entorpecente seria introduzido em território americano.
Outras acusações apontam o uso, a posse e a conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos como forma de proteger e viabilizar as operações de tráfico.
Portal Correio da Paraíba



