CASO QUEIMADAS: Polícia paraibana investiga possível ligação dos irmãos Santos com traficante carioca.

Polícia suspeita de ligações entre irmãos Eduardo e Luciano e Nem.
A Polícia Civil da Paraíba continua realizando levantamentos e investigando a atuação dos dois irmãos Eduardo dos Santos Pereira, de 28 anos, e Luciano dos Santos Pereira, de 22 anos, que seriam os mentores do caso que ficou conhecido como a “barbárie de Queimadas”, no Agreste paraibano, ocorrida no último final de semana.E um fato que chamou a atenção das equipes de inteligência também está sendo investigado: é a possível ligação da dupla com um dos maiores traficantes de drogas do país, o carioca Antônio Francisco Bonfim Lopes, o “Nem da Rocinha”.

A possível relação começou a ser apurada depois da apreensão de uma das motocicletas de Eduardo Santos, uma Honda CB600, de cor azul e branca e placa OFB-2210.

É que segundo a polícia, há cerca de oito meses o traficante Nem teria sido visto na Paraíba, na região de Queimadas, transitando em uma motocicleta também de 600 cilindradas, do mesmo modelo e da mesma cor.

A possível ligação também ganha força porque, segundo a polícia, os irmãos seriam naturais do Rio de Janeiro e teriam retornado à Paraíba há cerca de nove meses.

Eduardo dos Santos e Luciano dos Santos, conforme as investigações da polícia, morariam na Rocinha, mesma favela que até o fim do ano passado era ocupada e dominada pela quadrilha do traficante Nem, que também teria origem paraibana.

Apesar das “coincidências”, o delegado regional de Campina Grande, André Rabello, evitou dar detalhes sobre a investigação, mas afirmou que todas as informações estão sendo apuradas.

Segundo ele, um levantamento feito ontem à tarde identificou que a moto apreendida com Eduardo Santos teria sido comprada com o pagamento em espécie de uma alta quantia em dinheiro.

“A gente não descarta isso, embora o lapso temporal seja um pouco diferente. Mas está sendo investigado, assim como várias outras informações que têm chegado à polícia”, informou André Rabello.

Na época em que foi preso, no mês de novembro do ano passado, Nem declarou à polícia carioca que um de seus destino seria a Paraíba e as suspeitas da polícia são de que ele teria visitado o Estado, antes de ser detido pelos policiais do Rio de Janeiro, durante a operação que ficou conhecida como “Invasão da Rocinha”.

Na época, o traficante poderia estar planejando uma fuga, ao saber que a favela iria ser ocupada pelas forças policiais.

Do Jornal da Paraíba

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